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Problema de saúde da mãe fez Fábio, do Figueirense, deixar jogo

Após levar gol do meio do campo, atleta abandonou partida contra o Boa no intervalo

O goleiro Fábio, do Figueirense, foi o principal personagem da derrota de seu time para o Boa Esporte, na terça-feira, por 2 a 0, pela quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Em sua estreia, ele jogou apenas 45 minutos, sofreu dois gols e, no intervalo, deixou o time para pegar um táxi após deixar o Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

O jogador explicou o ocorrido: um problema familiar foi o principal motivo para ter deixado a partida durante o intervalo. “Entrei em um problema particular de saúde da minha mãe que já vem há um tempo. E na manhã do jogo o quadro se complicou um pouco, então eu fiquei com o psicológico abalado. Acho que eu deveria ter falado com alguém do Figueirense, mas não falei e acabei indo para o jogo com a cabeça ruim. Aí deu no que deu. Entrei abatido com a situação da minha mãe, sem concentração nenhuma, mal psicologicamente. Não estava pensando no jogo.”

No primeiro gol do Boa Esporte, o goleiro saiu muito mal de sua meta e deixou passar uma bola chutada do meio do campo, em uma cobrança de falta. Entretanto, ele garante que a falha não tem relação com a saída precoce do clube. “Não foi nada do gol. No intervalo eu ia falar com o assessor. Eu devia ter feito isso antes do jogo. Não teve briga nenhuma com ninguém. No intervalo eu falei com o professor (Márcio Goiano, técnico), expliquei para ele o motivo que aconteceu e ele falou que tudo bem. Em relação à saída do estádio, foi pela saúde da minha mãe. Queria ver se conseguia viajar naquele momento para tentar chegar aqui o mais rápido possível”, disse o goleiro, que está com a família em Itu (SP).

Aos 38 anos, Fábio não sabe o que será de sua carreira. Ele nem quer pensar nisso agora. Priorizando a saúde da mãe, o goleiro disse que “deixa o futuro para depois”. “Não estou pensando nisso, acho que o futebol fica em segundo plano nessa hora. Quando se trata de família, de mãe, o futebol fica em segundo plano. Vou dar uma pausa agora, recuperar minha mãe primeiro e depois ver como eu vou estar. Tenho, no máximo, mais dois anos de carreira. O futuro a gente vê depois.”

(com Estadão Conteúdo)