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Opinião: O grande gesto de Rodrigo Caio no clássico

Zagueiro do São Paulo corrigiu falha do juiz e impediu que rival levasse cartão amarelo

Aos 39 minutos da primeira etapa do clássico entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, na primeira partida semifinal do Campeonato Paulista, o zagueiro Rodrigo Caio, do time da casa, teve um gesto grandioso, um exemplo para torcedores e jogadores do mundo todo. Naquele momento do jogo, o atacante Jô, do rival Corinthians, recebera um cartão amarelo injusto, que foi corrigido pelo são-paulino.

Em uma jogada no ataque corintiano, Jô foi para uma disputa com Rodrigo Caio e o goleiro do São Paulo, Renan Ribeiro, que levou um toque e ficou se contorcendo no chão. O toque, no entanto, foi dado pelo zagueiro são-paulino e não pelo atacante corintiano. Sem ver isso, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira acabou aplicando cartão amarelo para o atacante corintiano, que ficaria suspenso do jogo da volta, por estar pendurado.

Neste momento, mesmo perdendo por 1 x 0, com gol do próprio , Rodrigo Caio avisou o árbitro que fora ele que pisara em seu companheiro, sem querer. O cartão era equivocado. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira retirou o cartão de Jô e aplaudiu o zagueiro por sua atitude.

Em um gesto de fair play, Rodrigo Caio mostrou que o jogo pode ser justo, mesmo em um clássico contra o maior rival.

 

Comentários

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  1. Cobrar honestidade no futebol?

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  2. Tiago de Mattos Queiroz

    A que ponto chegamos no Brasil… um gesto que deveria ser mais do que normal se torna um “gesto grandioso”. Assumir suas responsabilidades, não mexer no que não é seu, entre outras, são atitudes que deveriam ser consideradas normais. Anormais são as propinas distribuídas a torto e a direito neste nosso Brasil, desde a “gorjeta” ao agente de trânsito até as verbas para campanhas políticas, corriqueiras segundo declarações do Sr Emílio Odebrecht.

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  3. Linda atitude do Rodrigo Caio. Mostrou que é um homem de verdade, um gesto de quem tem vergonha na cara e quem teve uma família que lhe ensinou que valores morais são superiores e inegociáveis.
    Deveríamos cobrar que todos fossem iguais a ele, não só no campo mas também os cartolas, os políticos, os artistas deslumbrados e o povo em geral. Pode parecer utopia mas essa atitude ficará marcada na história do esporte mundial. Parabém, Rodrigo.

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  4. Incrível e Aplaudível! Merece todo o nosso respeito. E pára de ser cínico, Jorgi Akagi!

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  5. Isso no Brasil se chama “otário”. Um perigo ser punido pelo clube.

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  6. José Carlos Colodette

    É o oposto dos sem moral Nenê e Rodrigo, do Vasco.

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  7. Fernando Cesar Romo Rojas

    Mais e Claro e Sao Paulino , Isso diz Tudo

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