Fernando Prass foi apenas 3° goleiro a cobrar pênalti pelo Palmeiras

Leão e Marcos, goleiros históricos do clube, já cobraram pênalti pelo Verdão

Fernando Prass virou opção de cobranças de pênalti para o Palmeiras em decisões do tipo. Contando a Copa do Brasil e o Torneio de Verão no Uruguai, já foram duas cobranças e dois gols do goleiro. Contudo, Prass não é o primeiro goleiro a cobrar pênalti pelo Palmeiras.

Na história do clube, outros dois goleiros já cobraram pênalti pelo Verdão. E justamente dois goleiros históricos do clube.

O primeiro foi Émerson Leão. Palmeiras e São Paulo disputaram a semifinal do Torneio Laudo Natel de 1972. Após empate no tempo normal e na prorrogação, Leão foi o quinto cobrador do Palmeiras, o último da primeira série. O Tricolor já havia perdido um pênalti (com Zé Carlos) e o jovem Leão (23 anos), talvez querendo mostrar serviço, foi para a quinta cobrança. Jogadores históricos como Fedato, Edu Bala e Nei ainda não haviam cobrado. Caso marcasse, o Palmeiras iria para a final do torneio. Todavia, na cobrança, Leão chutou nas mãos do goleiro Sérgio. O final, no entanto, foi positivo para o Palmeiras e para Leão. O goleiro pegou a cobrança de Samuel e viu Nei marcar o gol palmeirense, que venceu por 7 x 6.

Já o segundo goleiro a cobrar um pênalti foi Marcos, na disputa do Campeonato Paulista de 2001. Naquele ano, após cada empate, o jogo iria para os pênaltis para um ponto extra para o vencedor. Naquele dia 4 de março, Palmeiras e Internacional de Limeira empataram sem gols no Palestra Itália. Como o empate fora sem gols, apenas um time levaria um ponto: aquele que vencesse na disputa por pênaltis. Todos os cobradores de Palmeiras e Inter de Limeira cobraram pênaltis. Com o jogo empatado, os goleiros de ambos clubes tiveram que cobrar penalidades. Marcos converteu para o Verdão. Ao final do jogo, com o atacante Tuta perdendo duas cobranças, o time palmeirense foi derrotado por 13 x 12.

Fernando Prass foi o último goleiro a marcar gols em disputa de pênalti. O goleiro fez o gol do título, contra o Santos, na final da Copa do Brasil de 2015 e bateu o quinto do Palmeiras na disputa da final do torneio de Verão contra o Nacional-URU, em Montevidéu. Contudo, nesse caso, mesmo pegando dois pênaltis, o Palmeiras foi derrotado por 4 x 3.

O Palmeiras nunca teve um goleiro que fez gol no tempo normal de jogo. Por isso, nas contas estatísticas do clube, nunca um goleiro fez gol pelo Verdão. Todas as cobranças foram em disputas de pênalti, que pelo seu caráter de desempate, não entra na conta de gols.

O oposto também já aconteceu

Enquanto goleiros já cobraram pênalti pelo Verdão, dois jogadores de linha já foram para o gol palmeirense.

O primeiro foi Escurinho, que na final do Brasileiro de 1978, contra o Guarani, foi para o gol palmeirense após a expulsão de Émerson Leão. Como não tinha mais alterações, o Verdão teve que colocar o jogador no gol. Na cobrança de pênalti, feita por Zenon, Escurinho sofreu o gol no Morumbi, aos 31 do segundo tempo. Contudo, até o fim do jogo, o jogador não sofreu mais gols.

O segundo foi Gaúcho, que ficou marcado por sua atuação na meta alviverde. Dessa vez, Zetti estava no gol do Verdão e sofreu grave lesão em dividida com Bebeto, jogador do Flamengo. Com o fêmur quebrado, o goleiro teve que sair do jogo. Como o Palmeiras já havia feito duas alterações, teve que colocar Gaúcho no gol. No primeiro ataque flamenguista, no último minuto de jogo (47 do 2° tempo) gol do atacante Bebeto, aproveitando-se a inexperiência de um atacante no gol. Naquele Brasileiro de 1988, no Maracanã, no entanto, com empate em 1 x 1, o jogo foi para os pênaltis (regra do torneio daquele ano). Na penalidades, Gaúcho defendeu os pênaltis de Aldair e Zinho, converteu para o Verdão e deu a vitória ao time paulista por 5 x 4.