Cinco vezes em que o Corinthians foi destaque positivo da Copa Libertadores

Clube busca, contra o Atlético-PR, sua vaga na edição de 2016 do torneio

Em sua Arena, o Corinthians recebe o Atlético-PR com uma missão. Vencer e entrar no G6, para buscar vaga na Libertadores de 2016. A missão não é das mais fáceis, mas o Timão pode voltar a disputar o torneio sul-americano.

Veja cinco participações corintianas que merecem destaque na história.

5° –  1996

1999 poderia ter entrado na lista, até pela goleada de 8 x 2 sobre o The Strongest e o brilho do artilheiro Fernando Baiano. Contudo, a eliminação pelo Palmeiras, que seria o campeão, foi um duro golpe para o Timão. Por isso, a campanha de 1996 merece destaque. Pela primeira vez, o Timão ia tão longe no torneio. Na primeira fase com Botafogo, atual campeão brasileiro, e Universidad de Chile-CHI e Universidad Católica-CHI, o Timão foi líder da chae, com apenas uma derrota, para a Universidad de Chile, em Santiago, por 1 x 0. Nas oitavas de final passou pelo Espoli com duas vitórias. O rival nas quartas de final seria o Grêmio, atual campeão do torneio e somente derrotado no Mundial pelo Ajax-HOL, nos pênaltis. O Grêmio fora vice-campeão da Copa do Brasil, conquistada pelo Timão um ano antes. O primeiro jogo, no Pacaembu, no entanto, o Tricolor foi muito bem e venceu por 3 x 0. A vitória de 1 x 0 no Olímpico, no jogo da volta, não serviu para nada.

Com Edmundo, Corinthians passou pelo Espoli em 1996 – ANDRE RICARDO

4° – 2000

O Timão pode ter sido eliminado pela segunda vez pelo maior rival, mas a campanha do time merece destaque. Pela primeira vez, a equipe chegava à semifinal. Além de ter o artilheiro do torneio, Luizão, com 15 gols. O segundo maior em uma única edição, atrás apenas de Daniel Onega, em 1966, pelo Racing-ARG, com 17 gols. Na primeira fase, o Timão passou em um grupo duro, com América-MEX, LDU Quito-EQU e Olimpia-PAR, inclusive com uma vitória de 6 x 0 sobre a LDU no Pacamebu. A única derrota foi novamente no México, para o América, por 2 x 0. Nas oitavas, passou pelo Rosario Central-ARG, duro adversário, nos pênaltis. Já nas quartas, avançou diante do Atlético-MG, que tinha um ótimo time e queria vingar o vice-campeonato brasileiro de 1999. O Timão só caiu na semifinal, nos pênaltis, diante do Palmeiras.

Dinei na partida contra o América-MEX – RENATO PIZZUTTO

3° – 2013 

Em 2013, o atual campeão entrou mais leve no torneio. Na primeira fase, em um grupo com Tijuana-MEX, Millonarios-COL e San José-BOL, o Timão passou em primeiro, com apenas uma derrota, para o time do noroeste mexicano, por 1 x 0. Favorito ao bicampeonato, o time enfrentou nas oitavas de final justamente o rival da final de 2012, o Boca Juniors-ARG. Dessa vez, na Argentina, vitória dos donos da casa por 1 x 0. No jogo da volta, no Pacaembu, o Corinthians foi assaltado. Pênaltis não marcados, toques de mão do adversário permitidos, gols mal anulados, entre outras coisas, culminaram na eliminação da equipe, que poderia muito bem ter avançado. O empate em 1 x 1, no entanto, tirou a equipe do torneio.

Contra o Millonarios, em 2013, Timão jogou com o estádio vazio por problemas da torcida – RENATO PIZZUTTO

2° – 2010

Em 2010, o Corinthians se classificou com a melhor campanha da primeira fase do torneio. Foram cinco vitória e um empate em seis jogos. O Timão foi tão superior em seu grupo, que nenhum outro time da chave se classificou (naquele ano, por conta dos mexicanos eliminados em 2009, pela gripe A1N1, fizeram com que apenas os seis melhores segundos colocados avançassem. O sexto melhor segundo colocado foi o Flamengo. E esse foi justamente o rival do Corinthians no jogo de oitavas de final. E na única derrota do time naquele torneio, no Maracanã, por 1 x 0, gol de Adriano, de pênalti, o time foi eliminado. No jogo da volta, no Pacaembu, Ronaldo fez 2 x 0 para o Timão, mas um gol de Vágner Love na segunda etapa, eliminou o Corinthians pelo gol fora de casa.

Em 2010, o Corinthians de Elias fez a melhor campanha da 1ª fase da Liberta – RENATO PIZZUTTO

1° – 2012

O clube não só foi campeão do torneio. Foi campeão invicto e acabou com uma fila que incomodava o torcedor e dirigentes do clube. Para melhorar, passou por gigantes como Vasco, Santos e Boca Juniors-ARG para ficar com a taça. Além disso, após a conquista do torneio no estádio do Pacaembu, o clube foi ao Japão e conquistou o Mundial de Clubes da Fifa.

Émerson Sheik comemora um de seus gols contra o Boca na final de 2012 – ALEXANDRE BATTIBUGLI