BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
COLUNISTAS
Blog
Diário Olímpico

Carlos Maranhão, enviado especial de VEJA


ÚLTIMOS POSTS
teste
O tempo e a paixão
Uma conversa com Nuzman
Todas as mulheres do Brasil
O senhor dos esportes

RSS
Receba as notas do Diário Olímpico em seu computador


ARQUIVO

OLIMPÍADA 2008:
OUTROS BLOGS
Diário da China
Thais Oyama
Como é estar na China
durante a Olimpíada
Fotolog da Olimpíada
Ye Li
Os jogos vistos pelos
olhos de uma chinesa
 
 19 de agosto de 2008

A Lua e as mariposas


Havia uma Lua maravilhosa no céu de Pequim. No Estádio dos Trabalhadores, tontas com os refletores, mariposas voavam em círculos. Era melhor olhar para uma ou para outras do que ver o que acontecia no gramado. Sem brilho, como as estrelas que como sempre não podiam ser contempladas na poluída capital chinesa, os jogadores da Seleção Brasileira de futebol também pareciam desorientados e sem rumo. Não seguiam para lugar nenhum. E os argentinos marcavam um, dois, três gols.

Pior do que perder para eles, nossos grandes rivais, foi testemunhar a falta de fibra e superação de quem buscava a medalha de ouro que jamais alcançou e, talvez, tenha desperdiçado sua última oportunidade de conquistá-la. É sabido que a Fifa, eternamente às turras com o Comitê Olímpico Internacional, pensa em retirar o futebol da programação dos próximos Jogos.

Que tristeza a postura defensiva armada pelo técnco Dunga. Que lamentável a falta de controle de Lucas e Thiago Neves, expulsos com justiça por entradas desesperadas e desleais nos adversários. Que desalentadora a passividade mostrada no segundo tempo por Ronaldinho Gaúcho, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo, fora de forma e de novo com aquela falta de entusiasmo exibida na Copa de 2006.

Mas que belo espetáculo humano, com 52 000 espectadores que superlotaram o estádio - a maior platéia até aqui em eventos de esporte coletivo na Olimpíada -, além de milhares de pessoas que se acovelavam nas calçadas das ruas vizinhas atrás de ingressos de última hora, vários deles nas mãos de cambistas. Apareceram tantos jornalistas que grande parte acabou se acomodando precariamente nos degraus.

Em campo, havia um único time para ser aplaudido por seu desempenho e determinação. Era mesmo melhor admirar a Lua, enquanto as
mariposas vinham para cá, iam para lá, até que as luzes foram se apagando devagarzinho e elas desapareceram.



Por Carlos Maranhao - 15:05 | Enviar Comentário | Ler Comentários



Comente

Nome

E-Mail

Comentário




Os comentários são mediados pela redação antes de serem publicados.
Não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais e propostas comerciais.



Comentários

jeziel - Realmente é triste perder daquela forma. Não se pode ganhar sempre, isso a gente sabe, mas que se tenha honra até pra ser derrotado. A impressão que deu é que a seleção, a exemplo das meninas do vôlei de praia contra as americanas, já entraram com o jogo perdido. Nenhum esforço, nenhum brilho de lutador. Lamentável!...

Renato - Perder para a Argentina é triste mas não é feio pois ela tem um grande time.O duro não perder mas perder sem lutar enquanto nosso adversário esbajava luta e determinação.

Roberta - Que vergonha! Lamentável a postura da Seleção Brasileira. Mas, já era de se esperar. Dunga, estava no décimo sono da Branca de Neve quando escalou nosso time. Ronaldinho, que aposente as chuteiras e engorde a barriga como o fofômeno. Já se foi sua forma de atleta. Nossa que desânimo! Corra, Dunga, corra!

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |