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 11 de agosto de 2008

A arte do ilusionismo

A China não inventou a prestidigitação, feito atribuído aos egípcios. Mas, assim como a Índia e a antiga Pérsia, sempre foi mestra na arte de fazer algo parecer ser o que não é. A famosa mágica das argolas chinesas, por exemplo, aquela em que aros se entrelaçam misteriosamente, sem que nenhum deles pareça estar rompido, continua um clássico.

Dos tempos imemoriais até hoje, três exemplos de como os chineses adoram um truque:


1.
Recentemente, o Washington Post revelou que o anúncio em que o superstar chinês Liu Xiang aparece ao lado dos pais dizendo que gosta de  tomar uma certa marca de leite é apenas metade real.

O casal sorridente que aparece ao lado do atleta é, na verdade, uma dupla de atores. A agência justificou o, huum, recurso dizendo que os pais de Liu Xiang não quiseram participar da foto porque são “muito tímidos”. Mas acrescentou que eles “aprovaram totalmente o conceito” do comercial.

2. Na festa da cerimônia de abertura da Olimpíada, enquanto as 91 mil pessoas da platéia, dignitários estrangeiros incluídos, suavam tal e qual mulas no verão, o presidente Hu Jintao parecia estranhamente fresco.

Pois o jornalista da BBC James Reynolds descobriu o motivo. Ao visitar a tribuna de honra antes do início da cerimônia, ele teve a curiosidade de dar uma espiada por debaixo da mesa em que ficariam o presidente e seus acompanhantes. O  que viu lá? Aparelhos de ar-condicionado portáteis, um para cada autoridade chinesa, escondidos sob a toalha. Lula, que quase derreteu na cerimônia de tanto suar, vai morrer de raiva quando souber.

3. Ontem, fui ver o Brasil ganhar de três sets a zero do Egito, no vôlei. O estádio estava com dois terços da sua lotação, mas os torcedores de verdade deviam ser só metade, descontando os policiais à paisana e a obrigatória claque de voluntários que os chineses escalam para cobrir os buracos da arquibancada em todos os jogos. Pude vê-los mais de perto.

A animação era contagiante, como se pode ver. Os estudantes, aposentados e donas-de-casa que formavam a claque “torciam”, metade para o Brasil e metade para o Egito, segundo as orientações de uma voluntária-chefe e do telão.

Quando a voluntária-chefe saía para ir ao banheiro ou tomar um chazinho, a claque aproveitava para descansar. Os times podiam fazer a mais sensacional das jogadas que ninguém se manifestava. Sem o comando do chefe, pareciam desligados da tomada.



Por thais oyama - 07:35 | Enviar Comentário | Ler Comentários



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Comentários

GEDAIAS - DÁ PRA ACREDITAR NA CHINA? TODA VEZ QUE UM CHINES SE APROXIMAR DE MIM EU VOU FICAR NA DUVIDA SE ELE É DE VERDADE.

Ana - Thaís, se puder, descubra a marca da tintura de cabelo do Hu Jintao. É poderosa. O ar condicionado escondido lembrou-me as mesas mineiras, com gavetões. Seriam elas uma criação chinesa?

Anderson Resende - Mas esse é o procedimento também na "toda poderosa" NBA, nos EUA. Estive lá há alguns anos atrás e pude comprovar isso. Nada natural. Isso não é torcida !Um abraço.

Millles - Liu Xiang disse que o "milk" não eh o seu forte, mas jah que o regime assim quer, pra que contrariar! Assim caminha a China, diria Lula!

Uber - Como se não bastasse o caso da menininha trocada e dos fogos de artífício virtuais!Pelo visto, a China conseguiu superar a Alemanha Nazista nesta Olimpíada!A falsificação já faz parte da cultura chinesa.

Lucas Lima - É por causa desse ilusionismo que eu gostaria tanto de estar na China. Afinal,a China olímpica (maquiada) chega a ser cômica.

Osvaldo P. Castanha - Thaís,Apenas para corrigir um erro de grafia: "....dignatários estrangeiros incluídos, suavam tal e qual mulas no verão,..."Dignitário e não dignatário é o termo correto para designar pessoa que exerce cargo elevado.Osvaldo

Bourbon Açuruá - Pois é Thais.Ilusionismo prestidigitação no gigante asiático, ficarão restritos à manipulação política do povo e parte do público externo. Na economia,o Pais já superou os EUA, Alemanha e Japão com exportações HI-TECH- total US$343,9 bilhõe. A era das "tranqueiras" está passando; a pirataria tambem arrefecerá.

 
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