Brasileiros na História

Gustavo Borges - Natação, 100m nado livre

Borges: prata depois da confusão
  • Natação 100m nado livre
  • Medalha de prata Barcelona 1992
  • Medalha de bronze Atlanta 1996
  • 200m nado livre
  • Medalha de prata Atlanta 1996
  • 4x100m nado livre
  • Medalha de bronze Sydney 2000

Aos 19 anos, Gustavo França Borges (Ribeirão Preto, SP, 2/12/1972) era o mais jovem dos competidores presentes na final dos 100 metros livre, nos Jogos de Barcelona, 1992. A medalha de ouro, todos sabiam, dificilmente escaparia do americano Matt Biondi, o nadador de 26 anos que ficou conhecido como “Torpedo de Moraga” e “Peixe Voador”, dono dos recordes mundial (48s42) e olímpico (48s63) da prova. A briga do brasileiro, portanto, era por uma medalha de prata ou bronze, contra o russo Alexander Popov, o francês Stephan Caron e outro americano, Jon Olsen.

Na chegada, emocionante, um susto: no placar eletrônico, aparecia o nome de Gustavo em oitavo e último lugar, sem tempo registrado. A seguir, surgiu a marca de 1min02s04, que o deixaria em último. Feita a revisão das planilhas dos juízes com os tempos da cronometragem manual, uma nova marca: 49s53, suficiente para um empate em quarto com o então favorito Matt Biondi. Após nova revisão, com os juízes assistindo ao videoteipe quadro a quadro, o tempo foi corrigido para 49s40, o que garantia a Gustavo Borges a medalha de prata. Por fim, uma nova e definitiva marca: 49s43, novo recorde sul-americano e prata ratificada, abaixo, apenas, do russo Popov, ouro com o novo recorde olímpico de 49s02. Em terceiro, ficou o francês Caron (49s50).

Gustavo Borges começou nadando no interior paulista, quando ainda era chamado de “Pirulito”, por ser alto (2,03 metros) e magro. Foi para a capital e, a seguir, mudou-se para estudar e treinar em uma universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Durante o Mundial de natação na Austrália, em 1991, seu potencial chamou a atenção de Jon Urbanchek, húngaro naturalizado americano, treinador da Universidade de Michigan e assistente técnico da seleção americana. A convite dele, Borges trocou de universidade e passou a viver a típica rotina de campeão: treinar, estudar, comer, dormir e treinar novamente.

Quando ganhou a prata, em Barcelona, Gustavo Borges já havia conquistado três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, com os recordes sul-americanos nos 50 (22s82), 100 (49s48) e 200 metros (1min48s74). Recebia uma bolsa de estudos de 18 000 dólares, mais o patrocínio do Banespa, da Eletropaulo e do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo. Quatro anos depois, em Atlanta, Borges ganhou mais duas medalhas: prata nos 200 e bronze nos 100 metros livre.

Em Sydney, 2000, fez parte da equipe que conquistou o bronze no revezamento 4 x 100 metros, tornando-se, ao lado do velejador Torben Grael, o atleta brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas conquistadas em todos os tempos. Embora tenha índice para disputar os Jogos de Atenas, em 2004, individualmente, Gustavo Borges resolveu competir somente na prova por equipes.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados