Brasileiros na História

Giovane Gavio - Vôlei masculino

Vôlei: o único ouro coletivo
  • Medalhas de ouro:
  • Barcelona 1988

O sonho de infância de Giovane Farinazzo Gavio (Juiz de Fora, MG, 7/9/1970) era ser aviador, mais precisamente pilotar um avião de caça. No entanto, foi como atacante de ponta da seleção brasileira de vôlei masculino que ele se consagrou, a ponto de ganhar uma estátua em praça pública em sua cidade natal. Além do jogo eficiente que até hoje desenvolve em quadra, Giovane destaca-se pelo bom porte físico (1,96 metro, 89 quilos, manequim 54), que o transformou em símbolo sexual do esporte no início dos anos 90.

A carreira esportiva de Giovane — ou “Gigio”, como também é conhecido no meio do voleibol — começou no judô, pelo qual chegou a ser campeão mineiro aos 12 anos. O vôlei só apareceu em sua vida aos 13. Influenciado pela geração de prata de Montanaro e Bernard e incentivado pela irmã Giseli (hoje jogadora de vôlei de praia), Giovane começou a jogar no Clube Bom Pastor e no Colégio dos Jesuítas, onde estudava, em Juiz de Fora. Lá permaneceu até mudar-se para São Paulo, aos 16 anos, a fim de defender o Esporte Clube Banespa. A primeira convocação para a seleção brasileira viria dois anos depois, em 1988.

Ao longo de sua carreira, Giovane defendeu diversos clubes: Padova, Il Messagero/Ravenna e Brebanca Cuneo, na Itália; Banespa, Palmeiras, Chapecó, Report Suzano, Minas Tênis Clube, Vasco entre outros, no Brasil. Conquistou uma série de títulos e premiações individuais. Pela seleção brasileira, foi campeão sul-americano em 1989, 1991, 1995, 2001 e 2003, Mundial em 2002, da Liga Mundial em 1993, 2001 e 2003 e da Copa do Mundo em 2003 antes de se tornar bi-campeão olímpico, em Atenas, 2004. Foi também eleito o melhor bloqueador do mundo na Copa do Mundo de 1989, o melhor jogador do mundo na Liga Mundial de 1993, o melhor atacante do mundo na Copa do Mundo de 2003 e Atleta do Ano no Vôlei pelo Comitê Olímpico Brasileiro em 2003.

Nenhuma dessas glórias, no entanto, foi maior para Giovane que a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Barcelona, em 1992. Tratava-se da primeira vez em que o país alcançava o lugar mais alto do pódio olímpico em um esporte coletivo. O ouro veio com vitória por 3 sets a 0 na final contra a Holanda (15/12, 15/8 e 15/5). Nela, Giovane teve como companheiros Marcelo Negrão, Jorge Édson, Paulão, Maurício, Janelson, Douglas, Carlão, Tande e Amauri.

Após formar dupla com o ex-companheiro de seleção Tande no vôlei de praia, entre 1997 e 2000, Giovane resolveu voltar às quadras. Com mais de 400 jogos pela seleção brasileira, sendo 30 deles por campeonatos mundiais e 23 por Olimpíadas, Giovane estará novamente em quadra em Atenas 2004, para a disputa de sua quarta Olimpíada. Aos 33 anos, é considerado pelo técnico da seleção, Bernardinho, como “o grande líder do Brasil” em sua campanha rumo a mais uma medalha olímpica.

Livro
Gigio (Cida Santos e Nicolau Radamés Creti, Editora Globo, 1994)

Vídeo
História de Vitórias de um Campeão (Videoban, 1994)

 

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