Brasileiros na História
Cesar Cielo - Natação
- Medalha de ouro
- 50 metros nado livre
- Medalha de bronze
- 100 metros nado livre
- Pequim 2008
Brasileiros na história
-

Adhemar Ferreira da Silva -

Aurélio Miguel -

Cesar Cielo -

Giovane Gavio -

Gustavo Broges -

Hortência Marcari -

Jacqueline Silva -

João do Pulo -

Joaquim Cruz -

Maurren Maggi -

Maria Lenk -

Nelson Prudêncio -

Oscar Schmidt -

Ricardo Prado -

Robert Scheidt -

Rogério Sampáio -

Servilio de Oliveira -

Torben grael -

Vanderlei Cordeiro de Lima
O choro do nadador César Cielo Filho ao ouvir o hino nacional de pé no lugar mais alto do pódio foi certamente a cena mais marcante para os brasileiros nos Jogos de Pequim. O jovem de Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo, entrou para a história ao conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil na natação. Engana-se, porém, quem pensa que o caminho até a glória olímpica foi fácil.
Filho de um pediatra e uma professora de educação física, Cielo nasceu com muita aptidão para o esporte. Antes de optar pelas piscinas, aos oito anos de idade, tentou a sorte no judô e no vôlei. No primeiro, sua altura foi um obstáculo; no segundo, ele simplesmente não se adaptou. Foi quando o garoto loirinho decidiu-se definitivamente pela natação e passou a competir pelo Esporte Clube Barbarense, agremiação de sua cidade. Na sequência, transferiu-se para o Clube de Campo de Piracicaba, até chegar ao tradicional Pinheiros, em São Paulo, em 2003. Lá foi descoberto por Gustavo Borges, grande nome da natação do Brasil e que, ironicamente, seria superado por seu pupilo nas conquistas olímpicas.
De Gustavo, Cielo ganhou o maiô utilizado nos Jogos de Atenas, sua primeira experiência olímpica, e o apoio para treinar em Auburn, nos Estados Unidos, onde passou a receber um acompanhamento especializado e muito rígido. O jovem nadador não tinha tempo para namorar, não podia beber e tinha de obter boas notas no curso de Comércio Exterior na universidade em que tinha bolsa de estudos. Fora do país desde 2006, o brasileiro foi treinado por Brett Hawke, grande nadador australiano que o preparou para a disputa de sua primeira Olimpíada.
Antes de Pequim, porém, Cielo já havia conseguido resultados expressivos. Ele já despontava como o sucessor de Fernando Scherer, especialista em provas de velocidade, e o superou ainda aos 19 anos, quando quebrou os recordes de seu antecessor nos 50 e 100 metros livres. Em 2007, o menino de Santa Bárbara já brilhava nos campeonatos da NCAA, a associação universitária dos EUA. No Pan do Rio de Janeiro, naquele mesmo ano, conquistou três medalhas de ouro.
No ano seguinte, Cielo embarcou rumo a Pequim como uma esperança de medalha do país. Falar em conquista de ouro, porém, parecia pretensão demais. Só parecia. O bronze nos 100 metros nado livre foi apenas o prenúncio da enorme conquista que estava por vir. Após conquistar sua primeira medalha olímpica, o brasileiro garantiu que ia brigar pelo ouro nos 50 metros, surpreendendo a todos. E ele cumpriu a promessa, cravando 21s30 e superando o favorito Alain Bernard.
Ao bater na frente dos nadadores mais rápidos do mundo e no maior palco do esporte mundial, Cielo, então com apenas 21 anos, passava a ser um atleta de projeção internacional e um herói brasileiro. Em 2009 e 2010, Cielo repetiu a dose e venceu com muita propriedade suas duas provas favoritas nos Mundiais de Roma e Dubai (esse último, em piscina curta).
O astro brasileiro viveu o grande baque de sua carreira em 2011. Em junho daquele ano, Cielo e mais três atletas do país foram pegos no exame antidoping pelo uso da substância proibida furosemida. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) aplicou apenas uma advertência aos nadadores, mas a federação internacional de natação (Fina) os puniu por três meses, com possibilidade de prolongamento para seis – o que o tiraria não só do Mundial de Xangai, mas também das seletivas para os Jogos de Londres.
Às vésperas do Mundial, porém, a decisão foi revogada e Cielo conseguiu respirar aliviado, recebendo apenas uma advertência. No Mundial de Xangai, o nadador conseguiu voltar a tempo de conquistar o ouro na sua especialidade, os 50 metros livre, e surpreender também nos 50 metros borboleta. No Pan de Guadalajara, Cielo nem precisou nadar no seu melhor nível para faturar mais quatro ouros, sua última grande competição no caminho até a tentativa de conquistar o bi olímpico em Londres.



Estados Unidos
China
Grã-Bretanha
Rússia
Coreia do Sul
Brasil































