Brasileiros na História
Robert Scheidt - Vela, classe Laser
- Medalha de ouro
- Atlanta 1996
- Medalha de prata
- Sydney 2000
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Dono de duas medalhas de ouro e duas de prata, o iatista Robert Scheidt (São Paulo, SP, 15/4/1973) é, atualmente, o maior esportista brasileiro em atividade. Nenhum outro atleta nascido no país possui tantos títulos em uma modalidade olímpica quanto ele.
Em maio de 2004, velejando em Bodrum, na Turquia, Scheidt tornou-se heptacampeão mundial em sua modalidade, a classe Laser, na vela. Foi a 107ª conquista de Scheidt em 22 anos de carreira e a sétima em 2004, ano em que até junho ele ainda não havia perdido nenhuma competição de que participou: ganhou os campeonatos Brasileiro, do Sudeste Brasileiro, do Centro-Sul-Americano e algumas provas de prestígio, como a Cricket Match Race, a Pré-Olímpica de Búzios e a Semana Olímpica Francesa, em Hyères.
Líder do ranking mundial da classe Laser, dono de duas medalhas olímpicas (foi ouro em Atlanta, 1996, e prata em Sydney, 2000), Robert Scheidt vai a Atenas na condição de uma das maiores esperanças brasileiras de medalha. Em sua primeira conquista, de ouro, Scheidt concluiu a prova à frente do inglês Ben Ainslie e do norueguês Peer Moberg. Na segunda, de prata, terminou atrás do mesmo Bem Ainslie.
Scheidt começou a velejar aos 9 anos, na represa de Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, com um instrutor do Yatch Club Santo Amaro. Até então, dividia o esporte com alguns torneios infantis de tênis. Aos 12 anos, depois de tornar-se bicampeão sul-americano da classe Optimist, resolveu levar a vela a sério e foi indicado para disputar o Mundial de Optimist, em Rosas, na Espanha. Em 1991, depois de passar pela classe Snipe, venceu o Mundial Júnior da classe Laser.
Quatro anos mais tarde, Scheidt conseguiu o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Prata, na Argentina, e não parou mais. Chegou ao tri pan-americano com as conquistas de Winnipeg, no Canadá, 1999, e de Santo Domingo, 2003. Isso tudo sem descuidar dos estudos. Desde 1996, Robert Scheidt é formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, de São Paulo. Muito provavelmente, caso não tivesse sido medalha de ouro em Atlanta, em 1996, ele teria trocado a vela por uma vida burocrática dentro de algum escritório.
Eleito o melhor velejador do mundo em 2001 pela Associação Internacional de Vela, Scheidt não dispensa algumas superstições quando está em ação. No pescoço, leva sempre uma correntinha, dada por seus pais e benzida em uma igreja de Florença. No bolso, um cavalo de jogo de xadrez, que encontrou na praia durante passeio com o pai, ainda na adolescência. O pai disse que a peça lhe daria sorte e por isso ele a carrega até hoje. Mas o segredo do sucesso de Scheidt não está apenas nas superstições.
Além dos treinos técnicos com o barco, na mesma Guarapiranga em que começou, ele faz de duas a três horas de condicionamento físico praticamente todos os dias.S



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