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Rafael Morado, o brasileiro por trás do game 'Splinter Cell'

O mineiro conta como trocou o Brasil pela França para investir na paixão por jogos eletrônicos e se tornar produtor da Ubisoft

Renata Honorato
  • Igor Andrade

    Igor Andrade

  • Captura de tela de 'Tom Clancy's Splinter Cell: Blacklist'

    Divulgação

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Pensei: "Seria legal trabalhar desenvolvendo esses games que eu jogo"

Quem nunca desejou transformar paixão em profissão? Com esse objetivo, Rafael Morado, de 34 anos, abandonou a carreira de editor de vídeos, em 2003, para apostar em um setor que parecia pouco promissor no Brasil: a produção de games. Para isso, trocou Belo Horizonte pela França. Sem saber ao certo como entrar no novo mercado, começou a estudar o assunto. Fez dois mestrados e, três anos depois, se tornou funcionário de uma das mais tradicionais empresas do setor: a Ubisoft. Na entrevista a seguir, o hoje game designer conta como chegou na companhia e adianta detalhes sobre Tom Clancy's Splinter Cell: Blacklist, produzido por ele. 

Por que você decidiu mudar de profissão — e de vida? Trabalhava com publicidade como editor de vídeos. O setor não andava muito bem e fiquei frustrado com cinema. Lembro que, na época, jogava muito PlayStation 2 e a série Splinter Cell era uma das minhas prediletas. Pensei: "Seria legal trabalhar desenvolvendo esses games." Decidi me mudar para a Europa e fui estudar o assunto. Fiz mestrado em linguagem e tecnologia, na Universidade Paris 8, e me especializei em game design, na Ecole Nationale du Jeu et Medias Interactifs. 

Como você entrou no mercado de games? Estudar foi a melhor maneira de entrar na indústria. Passei pela Infraworlds e depois entrei na Ubisoft. Lá trabalhei em diversas franquias da companhia, como Rayman, Assassin’s Creed e Ghost Recon. Em 2007, fui transferido para Montreal e assumi a produção do modo multiplayer de Splinter Cell: Blacklist

Splinter Cell é uma franquia muito tradicional no mundo dos games. Como foi a experiência de participar de um título importante? É uma grande responsabilidade. Eu jogava muito Splinter Cell antes de trabalhar com games e, por isso, rolou um pouco de medo. Nosso grande objetivo era desenvolver um game que pudesse marcar as pessoas, da mesma forma que fui marcado no passado. 

O que Splinter Cell: Blacklist  traz de novo em comparação aos demais títulos da série? Blacklist oferece aos jogadores uma experiência completamente nova. O jogo é muito maior e terá novos recursos. A história segue a mesma linha dos demais títulos — captura de terroristas — e aposta no modo multiplayer. O jogador tem muito mais possibilidades e diferentes estilos de jogo. Em Ghost, o jogador não mata ninguém e nem é visto no cenário. Esse estilo é voltado para quem gosta dos primeiros Splinter Cell, que eram bem voltados à espionagem. Já em Panther, o jogador é recompensado quando age de forma mais violenta. O terceiro estilo, o Assault, é voltado para quem gosta de combate o tempo todo. 

Você acompanhou de perto a produção do modo multiplayer de Splinter Cell: Blacklist. Quais serão as grandes novidades nesta versão? Esse foi o recurso mais pedido pelos fãs. Atualmente, o modo on-line está em outro nível e precisamos nos adaptar para esse novo cenário. Abrimos o leque de opções, incluímos novos itens e poderes e agora o jogo permite partidas de até quatro contra quatro. 

O jogo será lançado para todas as plataformas atuais, incluindo Wii U. O que será diferente no videogame na Nintendo? No caso do Wii U, onde o joystick é quase um tablet, o controle servirá de interface para as armas. Você poderá, por exemplo, controlar um drone ou diferentes gadgets por meio da tela sensível ao toque. 
 
Splinter Cell: Blacklist será lançado para PlayStation 4 e Xbox One? O game só será lançado para as plataformas atuais.

Quando o jogo será lançado no Brasil? O jogo foi lançado globalmente no dia 23 de julho e chegará ao país no começo de setembro.

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