05/06/2010 - 11:25
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Redes Sociais

Presidente do Facebook diz que não prevê data para abertura de capital

Zuckerberg afirma que tomará decisões necessárias, mesmo que controversas

Zuckerberg afirma que tomará decisões necessárias, mesmo que controversas (AFP)


Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, disse que não tem em mente uma data precisa para uma Initial Public Offering (IPO), que consiste na  abertura de capital de sua empresa. Ele também defendeu as mudanças no serviço que despertaram preocupações sobre a privacidade dos usuários. As declarações foram feitas durante a conferência All Things Digital, nos Estados Unidos.

A maior rede social do planeta revelou na semana passada um novo conjunto de controles que oferece ao seu meio bilhão de usuários mais controle sobre os dados que eles compartilham com o público.

Mas Zuckerberg disse que ampliar limites sobre outros aspectos do Facebook, por exemplo o novo recurso de "personalização instantânea" que automaticamente compartilha dados pessoais dos usuários com sites como Pandora e Yelp, é parte do que faz do Facebook uma empresa inovadora.

"Certamente, de modo geral seria mais fácil se não lançássemos essas perturbações", disse. "Mas não acreditamos que, ao agirmos assim, estaríamos procedendo da melhor maneira para nós ou para o setor no longo prazo", acrescentou. Ele deixou claro que o Facebook continuará a fazer as mudanças que acredita corretas, mesmo que algumas delas sejam controversas.

A companhia se tornou um dos maiores serviços mundiais de internet e é observada de perto por investidores que esperam um dia poder comprar em bolsa ações de uma companhia que atravessa rápido crescimento.

O Facebook está oferecendo desafio cada vez mais forte a líderes estabelecidos da web, a exemplo do Yahoo e Google, na disputa pelo tempo dos usuários e pelas verbas de publicidade, enquanto tenta manter um complicado equilíbrio entre a proteção à privacidade e a promoção do compartilhamento de dados por seus usuários.

Zuckerberg, 26, co-fundou o Facebook quando era aluno da Universidade Harvard, em 2004; perguntado se pretendia continuar como presidente-executivo caso a empresa abrisse seu capital, ele respondeu que sim, acrescentando que não pensava -muito- sobre abrir o capital da empresa. Ele acrescentou não ter em mente uma data para uma possível abertura de capital.

(Com agência Reuters)

 

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