23/02/2012 - 12:42
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Nos EUA, usuário dirá se quer ser 'rastreado' na web

Ele usará botão a ser instalado em browsers para autorizar ou não o uso de informações sobre sua navegação para fins de publicidade dirigida

Empresas não utilizarão os dados coletados para fins relacionados a emprego, crédito, saúde ou seguro

Empresas não utilizarão os dados coletados para fins relacionados a emprego, crédito, saúde ou seguro (Alina Isakovich/Hemera/Getty Images)

Grandes empresas americanas da internet como Google, Yahoo, Microsoft, e AOL concordaram em cooperar com uma nova política de privacidade da web: elas vão seguir as normas de um botão antirrastreamento a ser incluído em browsers que dará aos usuários a opção de impedir que suas ações na rede sejam acompanhadas. O rastreamento é útil para as companhias porque permite conhecer o hábito dos usuários e, assim, direcionar a eles a publicidade.

A adoção do botão será anunciada oficialmente nesta quinta-feira por autoridades americanas, juntamente com um projeto de lei que pretende tratar da questão da privacidade on-line. Com o mecanismo, cidadãos americanos terão maior controle sobre os dados pessoais a que os gigantes da internet têm acesso.

Diversas companhias de internet têm sido acusadas de desrespeitar a privacidade dos usuários. Recentemente, o Facebook chegou a um acordo com o governo americano pelo qual a rede social fica obrigada a alertar cadastrados antes de alterar as configurações de privacidade. Na semana passada, o Wall Street Journal denunciou que o Google rastreava a ação de usuários a partir do browser Safari – em computadores, iPhone e iPads – sem permissão.

O botão a ser incluído nos navegadores não impedirá todo tipo de rastreamento. As empresas de internet perderão acesso a dados coletados para fins de publicidade ou qualquer propósito relacionado a emprego, crédito, saúde ou seguro. Os dados, contudo, ainda poderão ser usados para desenvolvimento de produtos on-line. O botão também não impedirá as empresas de receber dados que os próprios usuários decidem compartilhar por meio de funções como o recurso "Curtir", do Facebook.

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