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Jogo de educação no trânsito é lançado em festival

'Vrum' explora recursos de títulos como 'GTA' para ensinar alunos a crescerem como bons pedestres e motoristas responsáveis

Renata Honorato
  • Captura de tela de Vrum

    Divulgação

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A segunda edição do Festival Games for Change, que acontece até sábado no Memorial da América Latina, reúne especialistas multidisciplinares para discutir o papel dos jogos eletrônicos na sociedade contemporânea. Lá, será lançado o game brasileiro Vrum, uma espécie de Grand Theft Auto (GTA) às avessas: em vez de incentivar práticas politicamente incorretas no trânsito, ensina crianças do 6º ao 9º ano a se comportarem como bons pedestres e futuros motoristas responsáveis.

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O Games for Change é uma organização internacional sem fins lucrativos que se dedica à utilização dos jogos no desenvolvimento social. Segundo Pedro Alves, desenvolvedor de Vrum, a ideia é que seu game seja uma referência na educação para o trânsito nas escolas, que a partir de 2013 serão obrigadas a incluir em seu currículo simuladores voltados à disciplina.

O jogo, que oferece cerca de oito horas de interação, foi desenvolvido pela ThinkBox Games, uma divisão da companhia de software Vsoft, sediada em João Pessoa, na Paraíba. Foram investidos no projeto 250.000 reais. Todo o conteúdo foi produzido a partir das Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

"O Detran de cada estado vai decidir se aceita utilizar o Vrum como parte de seu projeto pedagógico. Isso não descarta, contudo, que o setor privado organize ações educativas a partir da distribuição do game. Por ora, estamos estudando os modelos", diz Alves.

Para desenvolver o game, afirma o executivo, a empresa usou como referência um jogo de grande aceitação mercadológica: a série Grand Theft Auto. A diferença é que, em Vrum, ao invés de quebrar todas as regras, o usuário deve aplicar todo o conhecimento sobre educação do trânsito em suas missões.  

O jogo tem como cenário a cidade fictícia de Santa Fé. No game, o jogador controla um personagem que acabou de completar 18 anos e que sonha em participar da Grande Corrida Anual da região. Para conseguir realizar o seu desejo, ele terá que tirar sua primeira habilitação, conseguir a aprovação de seus pais, participar de aulas na autoescola, realizar testes no Detran e, finalmente, conquistar a permissão para dirigir. Executando missões pela cidade, esse personagem vai vivenciar o dia a dia de motoristas, motociclistas e pedestres.

"Durante os três dias de evento, os participantes do festival poderão testar o game", diz Gilson Schwartz, porta-voz do Games for Change no Brasil. "Eles testarão a jogabilidade do título, sua relevância e também a sua utilização como ferramenta pedagógica", completa o especialista.

Festival - Mais do que apresentar games com conteúdo educativo, o evento quer abrir uma discussão sobre o uso responsável dos jogos, além de chamar a atenção para uma indústria global em pleno vapor. "Vamos debater como um game pode ajudar a mudar uma cidade", afirma Schwartz.

O festival ainda tem em sua programação oficinas, como a que mostra como o Vrum pode ser adotado nas escolas, e uma feira para a troca de jogos usados e doação de consoles quebrados para um descarte eletrônico sustentável. "Também organizamos um encontro virtual entre as comunidades do Games for Change do Brasil e de Hong Kong. A ideia é que exista um intercâmbio entre o que está sendo desenvolvido aqui e na Ásia", ressalta o organizador.

No sábado, último dia do encontro, será realizada a primeira apresentação do game brasileiro Maria Bonita e o Lampião Digital. O projeto, que está sendo desenvolvido com recursos de crowdfunding, pretende mostrar o canganço a partir da visão de uma mulher.

A segunda edição do Festival Games for Change é aberta ao público e o ingresso custa 50 reais. 

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