Vida Digital
Informática
Israelense quebra código de proteção autoral do Kindle
O Kindle foi lançado pela Amazon, em 2007 (Divulgação)
Um hacker israelense afirmou em um fórum especializado, o hacking.org, ter quebrado o sistema de segurança de proteção autoral do Kindle, o livro eletrônico da Amazon. O rapaz afirmou que a alteração realizada por ele no hardware permitirá que todos os livros armazenados na memória do aparelho sejam transferidos para outros dispositivos no formato PDF.
O israelense, conhecido como Labba, utilizou um fórum hacker de Israel para divulgar a peripécia. Essa foi a última grande notícia acerca de sistemas de segurança de direitos autorais dos últimos anos. A mais famosa quebra de código de proteção aconteceu em 2006, com o iTunes.
O leitor de livros digitais Kindle tem feito sucesso desde que foi lançado, em 2007. A Amazon espera vender um milhão de dispositivos neste final de ano. A ação do hacker mostra que, mesmo utilizando a extensão .azw, que não permite a transferência de um arquivo para outro aparelho, as editoras que disponibilizam livros no formato digital terão de adotar o DRM (Digital Rights Management).
O DRM divide opiniões. Enquanto os donos de conteúdo defendem o uso da ferramenta para proteger os direitos autorias, o consumidor rebate afirmando que esse dispositivo limita a sua capacidade de usar o conteúdo. "O DRM não é um caminho efetivo na proteção dos direitos. Ele é um bom caminho para aumentar as vendas", disse Cory Doctorow, co-editor do blog Boing Boing.
Tão logo um novo DRM é ativado, um hacker começa a trabalhar para quebrá-lo. Jon Lech Johansen, conhecido como DVD Jon, se consolidou um dos mais famosos hackers do mundo ao ignorar a proteção autoral do DVD, em 1999. Ele também quebrou o código de proteção do iTunes e levou a Apple a oferecer músicas sem o DRM a partir de 2006.







Comentários