Exclusivo VEJA.com

Games navegam no sucesso de redes sociais

Rafael Sbarai
Mais de 60 milhões de pessoas jogam o 'Farmville', aplicativo mais popular do Facebook

Mais de 60 milhões de pessoas jogam o 'Farmville', aplicativo mais popular do Facebook (Reprodução/VEJA)

Plantar, colher e cultivar sua própria fazenda; assumir o papel de um mafioso envolvido em trapaças milionárias; criar receitas e gerenciar o próprio restaurante - tudo isso dentro das redes sociais da internet, fique claro, e com a ajuda dos amigos virtuais. Os chamados social games - jogos que reúnem grupos de participantes - vêm avançando dentro das redes. Dessa forma, esses ambientes ampliam a função original de interação entre usários por meios de mensagens e recados. É o império do lazer.

Os social games avançam a cada dia graças aos objetivos simples de cada jogo: diversão, competição e cooperação entre amigos para alcançar prestigío em um determinado grupo. Eles dependem também do ambiente em que estão disponíveis. "O sucesso de cada game é associado à popularidade do próprio site. Assim, quanto mais amigos jogando, mais interessante se torna o aplicativo, pois há maior possibilidade de competição entre os usuários", explica Raquel Recuero, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Relaxamento - Um dos maiores sucessos do segmento provém do Facebook, rede que acaba de atingir a marca de 300 milhões de usuários cadastrados. Lançado há pouco mais de quatro meses, o Farmville oferece ao usuário a possibilidade de cultivar uma fazenda virtual - e já reúne mais de 60 milhões de "fazendeiros" ao redor do mundo. "Jogo o Farmville há dois meses, e a prática quase diária se tornou para mim uma maneira de relaxar", diz a bancária Daniela Borracha. "Administrar um ambiente, ainda que virtual, me motiva a permanecer no jogo", completa.

Para Mark Pincus, fundador da empresa Zynga e um dos criadores do Farmville, os social games oferecem uma nova modalidade de diversão. "Trata-se de uma nova experiência social: queremos conectar o mundo por meio dos jogos", diz.

Orkut - No Brasil, o social game mais famoso está disponível na mais popular rede do país: o Orkut. O Buddy Poke pegou em meados de 2008 entre os brasileiros. Seu funcionamento é simples: trata-se de um avatar que pretende simular ações e expressões do usuário, como abraçar, beijar e até fazer cócegas nos amigos. Atualmente, cerca de 39 milhões de usuários possuem o aplicativo instalado em suas páginas pessoais do Orkut.

Mas os bem-sucedidos social games também apresentam problemas. A falta de desafios, típicos dos jogos eletrônicos tradicionais, e também a lentidão podem limitar seu crescimento contínuo. "Para manter o interesse dos usuários, os jogos precisam sofrer contínuas atualizações. Caso contrário, as pessoas que inicialmente o utilizavam podem ficar cansadas do aplicativo", defende Recuero. Já a lentidão, verificada em alguns social games, é fruto da explosão do número de jogadores, que acessam a atração simultaneamente.

Os 'social games' mais populares

Os aplicativos de maior sucesso na rede

 
Aplicativo (Desenvolvedor)
Número de usuários
Descrição
Rede social em que está disponível
61 milhões
Crie e seja o administrador de uma fazenda virtual: é possível plantar, colher, comprar imóveis e terrenos
39 milhões
A partir de um avatar personalizado, é possível abraçar, beijar e fazer cócegas em seus amigos
25 milhões
Viva no mundo dos crimes e tenha a missão de desafiar seus próprios amigos - também mafiosos - para conquistar fama e dinheiro
23 milhões
Você é dono de um restaurante e deve criar receitas e o próprio cardápio para derrotar a concorrência
20 milhões
Você precisa da ajuda de amigos para construir sua casa: para ganhar dinheiro, é necessário dar banho e até fazer carinho em seu bicho de estimação

* Estatísticas dos sites do Facebook e Orkut até 26/10/2009

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados