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Tarzã vira personagem de exposição em museu

15/06/2009 15:02

O personagem Tarzã é o tema de uma exposição que será inaugurada nesta terça-feira no museu Quai Branly, em Paris. Tarzã: o Rousseau entre os Waziri é o título da mostra que, até 27 de setembro, dará uma atmosfera de selva ao museu, com trechos de filmes, ritmos africanos e, é claro, o célebre grito do Homem-macaco popularizado pelo cinema.

"Tarzã permite compreender como se forma um mito da humanidade; trata-se de uma grande montagem de elementos procedentes da imaginação e da realidade", explica o antropólogo Roger Boulay, curador da exposição.

Tarzã foi criado em 1912 pelo escritor americano Rice Burroughs (1875-1950), que lhe dedicou 26 romances. A ideia do personagem, arquétipo do herói popular, surgiu depois que Burroughs leu o Livro da Selva, de Rudyard Kipling, e que visitou uma exposição em Chicago cujo tema era a África.

O primeiro livro da saga foi Tarzã dos Macacos, de 1912. Mas a popularização do personagem veio através do cinema, com Johnny Weissmuller, campeão de natação, no papel de Tarzã. Com seu sensual traje de pele de pantera, Jane foi acrescentada para dar um toque de erotismo à história.

Tarzã, protetor incansável da selva, lutava contra os traficantes e saqueadores. Ele é considerado um dos primeiros defensores do meio ambiente. "Há 80 anos, Burroughs já levantava questões sobre a destruição das riquezas da África", afirma Boulay.
 

(Com agência France-Presse)

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