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Haroldo de Campos, o concretista barroco

14/06/2009 00:59

Um dos poetas brasileiros mais famosos da segunda metade do século XX, Haroldo de Campos (1929- 2003) mal começou a ser de fato lido. A amplitude e a variedade de sua crítica literária se combinaram com a quantidade e a qualidade de suas traduções para lhe eclipsar a produção original. Além disso, ele continua conhecido sobretudo como fundador, junto com seu irmão Augusto, Décio Pignatari e outros, do concretismo, movimento de vanguarda dos anos 50. Leitores ocasionais e, pior, não poucos profissionais reduzem-no apenas a isso: o criador de meia dúzia de epigramas visuais atribuídos não raro ao irmão (ou vice-versa).

A produção poética final de Haroldo acaba de ser reunida em Entremilênios (Perspectiva; 256 páginas; 55 reais). A organização, iniciada pelo autor, foi concluída por sua viúva, Carmen de P. Arruda Campos. Os poemas, ilustrando o estilo maduro do poeta, retomam e desenvolvem, de maneira segura, elementos e temas que remontam a seu volume de estreia, O Auto do Possesso, de 1949. A identificação total de Haroldo com a poesia concreta soa ainda mais inadequada caso se considere que essa almejava a máxima brevidade, colocando-se como meta o poema de uma palavra, enquanto a vocação inata do autor de Entremilênios o dirigia à opulência verbal.

Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra exclusivo para assinantes).

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