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Comportamento

O crack invade a classe média

16/11/2008 08:12

O crack, antes usados apenas por marginais e menores de rua, agora chega à classe média. O consumo da droga entre a população mais abastada ainda não transparece nas pesquisas dos órgãos de saúde porque, na tabulação dos dados, ele está quase sempre na mesma classificação da cocaína, da qual é uma versão inferior e mais tóxica.

"Estudantes de faculdades particulares, advogados, publicitários e até médicos são as novas vítimas da substância", afirma o médico Luiz Alberto Chaves de Oliveira, presidente do Conselho de Drogas e Álcool de São Paulo.

Para quem tem dinheiro no bolso, o crack é ainda mais perigoso. São comuns os casos de viciados que pagam a droga com bens roubados da família ou forçam os pais a pagar suas dívidas com traficantes alegando que correm risco de vida. "Eu, que sempre estudei em colégios particulares, de repente me vi um assaltante com uma faca na mão para comprar pedras", diz o estudante de marketing L., 21 anos, de Fortaleza, livro do vício há um ano e dois meses.

Acompanhe outros depoimentos de quem se livrou do crack em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes)

 

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