Saúde
Medicina
Conselho Federal condena células-tronco para estética
"Não há nenhum estudo que comprove a eficácia ou segurança dessa técnica", alerta especialista
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um comunicado condenando a oferta de terapias com célula-tronco para tratamentos estéticos nos consultórios. Aproveitando-se do clima promissor em torno de pesquisas na área, alguns profissionais passaram a aplicar uma injeção de gordura supostamente "enriquecida" com células-tronco para preencher rugas ou prometer rejuvenescimento como se tal procedimento estivesse consagrado.
"Mas não há nenhum estudo que comprove a eficácia ou segurança dessa técnica. É preciso muita cautela", alerta a médica Wanda Elizateth Massiere, integrante da Câmara Técnica sobre Produtos e Técnicas em Procedimentos Estéticos do CFM. A técnica oferecida é uma variação de um método de preenchimento com gordura aplicado há 20 anos por médicos. O enxerto é feito a partir da retirada de gordura do próprio paciente, por meio de lipoaspiração. Na técnica antiga, o material, após ser retirado, é aplicado nas áreas indicadas para preenchimento.
No novo procedimento, antes da aplicação, o material seria modificado para beneficiar o paciente. Células-tronco retiradas de parte de gordura seriam injetadas no resto do material reservado. "Mas apenas laboratórios universitários e um particular, do Rio, têm condições de realizar essa separação", diz Wanda. Mesmo assim, clínicas afirmam fazer o suposto "beneficiamento". A orientação do CFM não prevê penalidade, mas deixa claro não haver possibilidade, em clínicas privadas, de terapias estéticas com célula-tronco.
(Com Agência Estado)





Comentários