10/12/2009 - 08:44
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Psicologia

Traumas e medos agora podem ser 'apagados'

Nosso cérebro possui uma espécie de janela que permite que nossos medos e traumas sejam completamente varridos de nossa memória. Essa é a conclusão de um estudo americano, publicado no periódico científico Nature, que descobriu que agora é possível "abrir" nosso cérebro e remover para sempre nossas memórias mais dolorosas - quase da mesma maneira como é encenado no filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.

O estudo, realizado com humanos e roedores, apontou que essa janela que permite a alteração existe por cerca de uma hora, sendo aberta 10 minutos depois que o medo ou o trauma é evocado. Durante esse período, novas informações podem ser incorporadas à memória ali armazenada anteriormente, permitindo que ela seja reescrita.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode revolucionar o tratamento de pessoas com fobias paralisantes já que os métodos tradicionais de terapia utilizados atualmente não levam em conta essa possiblidade. Eles presumem que nossas memórias são permanentes e podem ser modificadas somente por meio de um processo chamado "treinamento de extinção" onde pacientes são condicionados a apagarem esses pensamentos. Mas depois que o tratamento é conluído, as memórias ruins podem voltar sob certas condições, como o stress ou situações de perigo. A novidade agora é que as memórias podem, sim, ser pagadas definitivamente.

"Nossa pesquisa sugere que ao longo da vida da memória existem janelas que são suscetíveis a constantes mudanças", afirmou Daniela Shiller, da universidade de Nova York e coordenadora do estudo. "Ao entender a dinâmica da memória, nós conseguiremos abrir novas possibilidades de tratamento para distúrbios que envolvem memórias emocionais", comemorou.

De acordo com os pesquisadores, a nova técnica pode, por exemplo, ajudar veteranos de guerra a superarem os horrores dos conflitos, além de ser eventualmente utilizada para amenizar a dor de um relacionamento rompido.

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João Pedro

Mesmo que isso seja realmente possível, não concordaria com isso, pois minhas lembranças ruins me ensinariam a superar meus medos e ser forte, e só concordaria se o tratamento fosse feito em casos de fobias paralisantes.

29.09.2011

 

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