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Substância derivada da vitamina B3 melhora os sintomas de distrofia muscular em peixes

Os pesquisadores acreditam que essa descoberta pode levar a novas terapias auxiliares para tratar pacientes com distrofia muscular

- Atualizado em

Peixe Zebra
Peixe-zebra: resultados benéficos de substância derivada da vitamina B3 podem no futuro serem reproduzidos em humanos(Mark Smith/VEJA)

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Maine, nos Estados Unidos, conseguiu melhorar os sintomas de distrofia muscular em um peixe-zebra, por meio de um composto químico que ativa a adesão celular. A pesquisa foi publicada nessa terça-feira, no periódico PLOS Biology.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: NAD+ Biosynthesis Ameliorates a Zebrafish Model of Muscular Dystrophy

Onde foi divulgada: periódico PLOS Biology

Quem fez: Michelle F. Goody, Meghan W. Kelly, Christine J. Reynolds, Andre Khalil, Bryan D. Crawford e Clarissa A. Henry

Instituição: Universidade de Maine

Resultado: A utilização de NAD+ ou vitamina B3, sua precursora, provou uma redução significativa nos sintomas de distrofia muscular em peixes-zebra. Isso ocorreu porque o NAD+ melhora a organização da laminina, proteína que é o principal componente da membrana basal e também da ligação entre essa membrana e as células musculares. A melhora na organização da laminina contribui para a capacidade de recuperação das células musculares.

As células musculares retiram a maior parte de sua força das proteínas de adesão, que ligam o músculo a uma camada externa denominada membrana basal, localizada abaixo do tecido epitelial (que forma a pele). Alterações nos genes que produzem as proteínas de adesão podem enfraquecer essa ligação, tornando as células musculares mais suscetíveis a danos durante o esforço físico. Esse desgaste pode levar a distrofias musculares.

O estudo mostra que o composto celular denominado Dinucleótido de Nicotinamida e Adenina (NAD+) auxilia na formação da membrana basal, que tem papel importante nas doenças musculares. Isso ocorre porque a NAD+ melhora a organização da laminina, proteína que é o principal componente da membrana basal e também da ligação entre essa membrana e as células musculares.

A falta de um dos dois principais receptores de laminina no peixe-zebra leva a uma má-formação da membrana, o que causa a degeneração muscular e dificuldade na realização de movimentos. A adição de NAD+ ou vitamina B3, sua precursora, provou uma redução significativa nos sintomas. De acordo com os pesquisadores, isso ocorreu porque a melhora na organização da laminina na membrana basal ajuda a melhorar a capacidade de recuperação das células musculares.

Perspectivas - Como o mesmo sistema de adesão celular é encontrado em humanos, os pesquisadores acreditam que essa descoberta pode vir a impactar pacientes com distrofia muscular. "Ainda há um longo caminho pela frente, mas eu acredito que nossos dados podem levar a novas terapias auxiliares", afirma Michelle Goody, integrante do grupo de pesquisadores.

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