Saúde
Maconha
Remédio feito à base de maconha pode chegar ao Brasil
A inglesa GW Pharma, produtora do Sativex, já iniciou conversas com a Anvisa
Paciente usa o Sativex, medicamento feito à base de substâncias extraídas da maconha (Divulgação)
O Sativex, remédio feito à base de maconha, pode estar a caminho do Brasil. A empresa farmacêutica britânica GW Pharma revelou ao site de VEJA que iniciou discussões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a possibilidade de vender o medicamento — indicado para tratar sintomas de esclerose múltipla — no país. "Temos um interesse muito grande no mercado brasileiro e gostaríamos de obter a aprovação para o remédio na América do Sul", afirma Mark Rogerson, relações públicas da empresa.
Segundo Rogerson, a intenção da empresa é dar início ao processo formal de aprovação do medicamento. Uma comissão da Anvisa já teria visitado os laboratórios onde o Sativex é produzido, na Inglaterra. A unidade brasileira da Bayer Schering Pharma, que comercializa o remédio na Grã-Bretanha, também afirma que está avaliando a possibilidade de lançar o Sativex no Brasil.
De acordo a legislação brasileira, medicamentos que contenham em sua composição extratos da maconha são proibidos, mas a lei também prevê a hipótese de autorização para casos específicos.
Liberado para venda pela primeira vez em 2005, no Canadá, o Sativex recentemente ganhou autorização para ser comercializado na Espanha, Nova Zelândia e na própria Grã-Bretanha. O medicamento é usado principalmente para tratar a espasticidade, que são os espasmos musculares causados pela degeneração dos nervos que ocorre por causa da esclerose múltipla.
O Sativex usa duas substâncias da planta da maconha, o delta9-tetraidrocanabinol e o canabidiol. Essas substâncias ativam os receptores do cérebro que ajudam a diminuir os sintomas dos espasmos. Segundo a empresa, 50% das pessoas que sofrem com os espasmos causados pela esclerose múltipla apresentaram reações positivas ao remédio. "Não temos outro medicamento tão eficiente para tratar dores nervosas", afirma o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, de 80 anos, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e estudioso do uso medicinal da maconha desde os anos 50.
A esclerose múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, não existem dados concretos sobre o número de pacientes no país, mas estima-se que haja ao menos 35.000 casos.








Comentários
luzinete vicente
acredito que a aprovação do remédio será de grande valia ,afinal isso é caso de saúde pública .
13.09.2011
maria josé r. de souza
tenho esclerose multipla e só quem passa p esse sofrimento pode avaliar o quanto é doloroso portanto seria uma bençao se o brasil aceitar esse medicamento
11.11.2010
sandro
ate que emfim o brasil esta deixando de ser atrasado em relacao a outros paises desenvolvidos.
10.11.2010
jose walber da silva
isso vai viciar?
09.11.2010
Raphael
A base do remédio ser a Cannabis Sativa, não significa que causará algum efeito alucinógeno no paciente. Isso é claro se for usado com cautela. Temos caso na Homeopatia, que uso há mais de 15 anos, que sua Belladona, porém nunca houve caso de efeitos adversos. O uso de medicamentos como esse em outros países tem mostrado um (..)
08.11.2010
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moises
minha esposa tem esclrose multipla eu gostaria que este medicamento circulase em todo brasil
07.11.2010
Juan
Mais uma vez a burocracia freia que nossos pacientes possam fazer uso de medicações especificas, precisamos estar a frente na questão saude
05.11.2010
Vanessa
concordoplenamente que seja utilizado para fins medicamentosos.
05.11.2010
Ci
Não que eu seja a favor de qualquer vício..., mas se existe a possibilidade de um medicamento que torna a vida menos difícil... acredito que os responsáveis devem sim autorizar. Desde que haja, comprovadamente, bons resultados, boa margem de segurança para o paciente, independendo do nome que a substância tenha origem. Abraç(..)
05.11.2010
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Silvania
A maconha é uma planta de poder. Seu uso foi desvirtuado ao longo do tempo, tornando-se banalizado. O uso deste medicamento deve ser controlado, evitando, novamente, a banalização e desvio de seu objetivo de uso.
04.11.2010
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