Saúde suplementar
Médicos paulistas devem suspender atendimento a 12 planos
Prevista para 1º de setembro, paralisação não irá afetar emergência e urgência
Paralisação médica: em setembro, seis especialidades suspendem os atendimentos, em sistema de rodízio, a 12 planos de saúde (Thinkstock)
Casos de emergência e urgência continuarão sendo atendidos pelos médicos
O movimento médico paulista divulgou nesta quarta-feira a relação das operadoras de planos de saúde que devem ter os atendimentos suspensos a partir de primeiro de setembro no estado de São Paulo. O indicativo de paralisação já havia sido feito no dia 30 de junho, quando médicos de 53 especialidades decidiram em assembleia suspender temporariamente os serviços.
As operadoras que terão os atendimentos suspensos são: Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Prosaude, Vale e Volkswagen. A paralisação do atendimento a essas empresas acontece porque, segundo os médicos, elas se recusaram a negociar o reajuste dos valores pagos por consulta. "Essas empresas se negaram a negociar, seja por não terem respondido as nossas propostas ou pela recusa em negociar", diz Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).
A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que congrega 15 dos maiores grupos de operadoras de planos de saúde, respondeu em um comunicado que "vem participando ativamente dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), e também das câmaras técnicas da AMB (Associação Médica Brasileira)."
Há ainda 18 operadoras que estão em negociação com as entidades médicas. São elas: Abet, Amil, Blue Life, Bradesco, Caixa Econômica Federa, Cassi, Dix, Embratel, Fundação Saúde Itaú, Gama Saúde, Geap, Golden Cross, Medial, MPU, Petrobras, Prodesp, Sabesprev e Sul América.
Usuários – Estimativas das entidades médicas apontam que mais de 3,2 milhões de beneficiários (18% dos usuários paulistas) serão afetados com a paralisação e que cerca de 10.000 médicos devem aderir ao movimento. Pode ainda haver paralisações em outros 16 estados. Há uma paralisação nacional agendada para o dia 21 de setembro, a segunda do ano.
Paralisação em rodízio - Pelo cronograma, as primeiras especialidades a parar — vai haver um sistema de rodízio — os atendimentos são: ginecologia e obstetrícia (1 a 3 de setembro), otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), ortopedia e traumatologia (19 e 20 de setembro), pneumologia e tisiologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro). A agenda das paralisações de outubro deve ser divulgada apenas em setembro.
De acordo com Carvalhaes, serão suspensos apenas os atendimentos eletivos. "Casos de emergência e urgência devem e serão atendimentos pelos médicos", diz. Os médicos reivindicam aumento progressivo até 2012 do valor da consulta para 80 reais — hoje, segundo os médicos, a média nacional é de 32 reais; atualização do valor dos procedimentos de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM); e regularização dos contratos entre médicos e operadoras com a inserção de cláusula de reajuste anual.




Comentários
JULIO
Ao corte de cabelo feminino, normalmente soma-se lavagem, hidratação secagem e demora mais de uma hora. Consulta de plano de saúde, além de não ser vaidade, raramente ultrapassa 15 minutos. E mesmo recebendo R$38,00 por consulta como declaram, dá para se ganhar em consultas, normalmente de de 15 minutos quando do plano o(..)
20.09.2011
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JULIO
Interessante. Alegam que R$ 55,00 por uma consulta(10% do salário minimo) é muito pouco. Como uma consulta de plano geralmente é de 15 minutos, se muito, uma hora daria para 4 consultas ou R$220,00. 220,00 em quatro horas somam 880,00 POR DIA. R$880,00 POR DIA MULTIPLICADOS POR 22 DIAS (UM MÊES DE SEGUNDA A SEXTA) TOTALIZAM(..)
20.09.2011
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Beta
Como pode uma consulta ou um procedimento médico custar menos que um corte de cabelo? Sem desmerecer o trabalho de ninguém, o médico passa no mínimo sete anos na escola e a vida inteira estudando; cuida da saúde e da vida das pessoas. Por isso, merece mais respeito dos planos de saúde.
10.08.2011