09/10/2009 - 22:28
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Filhos

O manual dos bebês

Nunca foi tão simples cuidar das crianças pequenas. Basta estar atento aos sinais que elas nos dão, como mostra o primeiro guia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Os avanços nos conhecimentos sobre a fisiologia e a psicologia infantil e os progressos nos exames de imagem permitiram desvendar boa parte do funcionamento do organismo dos pequenos. E as notícias trazidas pela ciência dos bebês são animadoras.

"Na verdade, cuidar deles é bem mais simples do que se imaginava", diz o pediatra Marcelo Reibscheid, médico do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Atualmente, as orientações para a primeiríssima infância baseiam-se, em sua maioria, em sinais emitidos pelos principais interessados. É o caso da fralda podem estar certos, papai e mamãe, de que em algum momento, até os 4 anos de idade, o fofinho ou a fofinha darão sinais de que não precisam mais de um bumbum tão forradinho.

Essa nova e mais serena visão sobre a vida não muito complicada (mas nem por isso muito tranquila) dos bebês está esmiuçada no primeiro guia elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, o mais completo já lançado no Brasil. Publicado pela Editora Manole, Filhos, da Gravidez aos 2 Anos de Idade, tem 376 páginas de pura auto-ajuda. Está tudo ali: como lidar com o choro, regular o uso da chupeta e aliviar as cólicas do seu queridinho, entre outras recomendações.

Um trabalho conduzido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os bebês que passam a maior parte de seu primeiro ano de vida no berço, sem muito contato físico com seus familiares, não se desenvolvem normalmente. Eles demoram a sentar e a andar. Ou seja, agrados e carinhos ajudam a fortalecer as conexões entre os carinhos ajudam a fortalecer as conexões entre os neurônios, sobretudo aqueles responsáveis pelo equilíbrio e pela locomoção.

Em meados do século passado, o pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott, um dos primeiros em ressaltar a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento emocional do ser humano, costumava dizer que "a maternidade se configura pela capacidade inata de segurar um bebê". Ao que os especialistas de hoje acrescentariam: e de observá-lo. E de respeitá-lo. Não se sinta excluído: isso também vale para você, papai.

Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra exclusivo para assinantes).
 

 

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