24/08/2009 10:43
Uma molécula presente no cérebro pode ser a resposta para o tratamento contra a esclerose múltipla, sugeriram cientistas nesta segunda-feira. A conclusão partiu de um estudo feito com ratos de laboratório e posteriormente testado em tecidos cerebrais humanos.
Pesquisadores da Universidade de Bristol observaram que ratos com grandes quantidades de galanina no cérebro ficavam "completamente resistentes" a encefaliomielite auto-imune experimental, um modelo animal para a esclerose múltipla. Já os roedores sem o neuropeptÃdio desenvolveram formas severas da doença.
Os resultados foram então aplicados em tecidos de cérebros humanos afetados pela esclerose múltipla, mostrando que a galanina é capaz de reparar alguns danos em pacientes com nÃveis agudos da doença.
Segundo reportagem do jornal britânico Times, a pesquisa foi apontada como "bastante encorajadora". Os cientistas, no entanto, disseram que mais estudos ainda serão necessários antes que uma nova droga contra a esclerose múltipla seja desenvolvida - o que acreditam que pode levar até dez anos.
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