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Frio ajuda gripe suína a se proliferar
As baixas temperaturas e o clima seco típicos do inverno podem ser fatores determinantes para elevar o número de pessoas contaminadas com o vírus da gripe suína no Brasil - fato que já se confirmou, segundo dados do Ministério da Saúde. "No inverno, as pessoas tendem a se aglomerar mais. Além disso, a umidade nessa época do ano é mais favorável para que o vírus se mantenha em suspensão no ar, persistindo por mais tempo no ambiente", explica Esper Georges Kallás, do Núcleo Avançado de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês.
De acordo com o ministério, somente na última semana, o número de casos confirmados aumentou de 74 para 334. O fenômeno é considerado "previsível" pela infectologista Nancy Bellei, coordenadora do setor de pesquisas de vírus respiratórios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Já se sabia que o número de infectados iria crescer devido à questão climática", diz. Ela alerta ainda que a tendência é que a quantidade de pessoas com o vírus influenza A (H1N1) cresça ainda mais. "As pessoas contaminadas não estão mais sendo internadas: recomenda-se apenas que elas fiquem em casa depois do diagnóstico positivo, o que evitaria novos contágios. Mas não há como controlar isso".
A dificuldade em se manter internados todos os infectados é econômica. "Não dá para gastar recursos como internações por longos períodos em uma pandemia", diz Bellei.
Apesar disso, o Brasil poderá superar a gripe com mais facilidade do que os vizinhos. "Já estamos no inverno, mas vemos aqui um crescimento do número de infectados mais lento do que aconteceu no Chile e na Argentina", diz Kallás, do Sírio-Libanês. "Aqui, a temporada de frio é mais curta, o que faz com que as condições propícias para a gripe vão embora mais cedo".
Férias e viagens - De acordo com os especialistas, as férias escolares tendem a diminuir as chances de transmissão. "Se a criança deixa a sala de aula, onde há aglomeração, e vai para a casa da avó, por exemplo, a possibilidade de contrair a gripe é bem menor", compara Kállas.
A infectologista da Unifesp lembra, no entanto, que as férias podem não ser tão positivas quando o destino da viagem é um país de risco - justamente como Chile e Argentina. "Quem está com a viagem marcada, tem chances de pegar a gripe. O que recomendamos é que lave constantemente as mãos, não as coloque nas mucosas, mantenha distância de pessoas com tosse corrente e se aproxime de janelas abertas", recomenda Bellei.





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