02/12/2010 - 12:37
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Cérebro

Novo exame consegue identificar autismo em 10 minutos

O teste, desenvolvido nos EUA, utiliza um aparelho de ressonância magnética

O exame de imagens por ressonância magnética já existe na maioria dos hospitais.

O exame de imagens por ressonância magnética já existe na maioria dos hospitais (John Foxx / Think Stock)

Em exames com 60 pessoas, entre sete e 26 anos, a eficiência foi de 95%

Em apenas 10 minutos já é possível dizer se uma criança tem autismo, graças a um novo exame desenvolvido por cientistas americanos. O teste, que usa um aparelho de ressonância magnética comum, possibilita um diagnóstico cada vez mais precoce. A expectativa é que ele esteja disponível nos hospitais em cinco anos. 

A um custo de 266 reais por paciente, o método apresenta uma precisão de 95%. Mostrando como diferentes partes do cérebro se comunicam, ele deve substituir a exaustiva série de exames tradicionais a que psicólogos, psiquiatras e neurologistas submetem as crianças atualmente - e que mesmo assim podem levar anos para chegar a uma conclusão.

Pessoas autistas têm conexões mais fracas entre diferentes partes do cérebro, o que resulta em lentidão no aprendizado e problemas de comunicação e comportamento. O exame desenvolvido em Harvard mostra como moléculas de água viajam pelas conexões cerebrais. Com esse dado, os médicos são capazes de dizer se o paciente tem um cérebro autista ou não.

Eficiência - Os pesquisadores afirmam que ainda é preciso realizar mais testes para comprovar se o exame é realmente eficiente, mas estão otimistas. Em exames com 60 pessoas, entre sete e 26 anos, a eficiência foi de 95%. "O paciente mais jovem que testamos tinha 7 anos, mas estamos realizando testes em crianças de três”, diz Nicholas Lange, da Harvard Medical School.

Além da rapidez no diagnóstico, o exame pode contribuir também para o tratamento que, conforme já se sabe, precisa começar o quanto antes para dar resultados satisfatórios. Atualmente, há um caso de autismo no mundo para cada grupo de 100 pessoas.

Comentários


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Paiva Junior

A afiliação do Nicholas Lange é a uma pequena instituição associada a Harvard (Harvard Medical School) -- mas não é a famosa Harvard. Se esse estudo for mesmo sério, não funcionaria pra todos os tipos de autismo, só aqueles que apresentam cérebro maior (aproximadamente 10% dos casos).

19.12.2011

elizabete

Como lidar com jovem autista de 26 anos? Existe algum medicamento que auxilie na concentração nas horas de estudos? Obrigaga

08.03.2011

Lucia Bigair de Medeiros

é uma pena que só poderemos ter acesso deste aparelho em 5 anos, uma vez que quanto mais cedo se diagnosticar a doença mais tempo teremos de dar uma vida melhor para os autistas. Tenho um filho de 8 anos com algumas caracteristicas do autismo, imagino as mães que sem recursos não sabem com certeza se seu filho é autista ou não.

24.12.2010

roberta

trabalho na area da educacão onde alguns deles è autista e adorei esse artigo da veja.

05.12.2010

 

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