02/12/2009 - 17:25
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Medicina

EUA liberam pesquisas com células-tronco embrionárias

A administração Barack Obama decidiu liberar nos Estados Unidos as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias humanas. A polêmica pesquisa havia sido bastante limitada pelo governo Bush. Agora, os pesquisadores poderão ser financiados com dinheiro público.

O Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) liberou 13 linhas de produção de células - 11 criadas pelos cientistas do Hospital Infantil de Boston e duas por pesquisadores da Universidade Rockefeller, em Nova York. Outras 96 linhas de células estão passando por uma revisão do NIH e 20, ou mais, podem ser liberadas até sexta-feira.

Todas as células liberadas até agora foram obtidas de embriões congelados, deixados por casais que procuraram tratamentos de infertilidade. "É uma mudança real no panorama", disse o diretor do NIH, Francis Collins. "É o primeiro investimento no que virá a ser uma lista muito longa, que vai dar poder à comunidade científica para explorar o potencial da pesquisa com células-tronco embrionárias."

"Os cientistas estavam esperando ansiosamente por este anúncio," disse George Daley, médico do Hospital Infantil de Boston, cujo laboratório já tem cerca de 100 frascos de células de cada lote prontos para serem enviados a pesquisadores de todo o país.

De acordo com a edição on-line do jornal The Washington Post, durante o governo de George W. Bush, a verba federal para cientistas era limitada para determinadas linhas de pesquisa com células-tronco, que foram muito criticadas como improdutivas e deficientes. Bush limitou as linhas permitidas para pesquisa a apenas 21 - todas já existentes até agosto de 2001.

Com a decisão desta quarta, o governo permitirá aos cientistas utilizar os 21 milhões de dólares em doações para as pesquisas do tipo arrecadados desde o início do ano. Os projetos que serão beneficiados incluem uma pesquisa que trabalha a fim de reparar o tecido danificado do coração e outra que pretende fazer com que cresçam novas células cerebrais em pessoas com problemas neurológicos.

 

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