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Estudo liga falha genética no cérebro a déficit de atenção
Pesquisa abre caminho para desenvolver novos tratamentos para problema
O TDAH é uma desordem psiquiátrica comum, mas complexa, com sintomas como desatenção, comportamento impulsivo e hiperatividade (Polka Dot/Thinkstock)
Um estudo americano relaciona a descoberta de alterações em genes específicos envolvidos em importantes vias de sinalização do cérebro ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Publicado na versão on-line do periódico Nature Genetics, o levantamento abre portas para o desenvolvimento de drogas que possam agir especificamente nessas vias -- oferecendo, assim, novas opções de tratamento para o problema.
O TDAH é uma desordem psiquiátrica comum, mas complexa, com ocorrência estimada em 7% das crianças em idade escolar e em uma porcentagem pequena nos adultos. Existem diferentes subtipos de TDAH, com sintomas como desatenção, comportamento impulsivo e hiperatividade. Suas causas ainda são desconhecidas, mas o transtorno tende a permanecer na família e, acredita-se, que seja influenciado pela interação de diversos genes. O tratamento medicamentoso nem sempre é eficaz, particularmente em casos mais graves.
Variação genética - “Ao menos 10% dos pacientes com TDAH da nossa amostra têm essa variação genética”, diz Hakon Hakonarson, coordenador do estudo e diretor do Centro de Genética Aplicada do Hospital da Criança da Filadélfia. “Os genes envolvidos afetam o sistema de neurotransmissores do cérebro implicados no TDAH. Agora temos uma explicação genética para essa ligação, que se aplica a um subconjunto de crianças com a desordem.”
A equipe de pesquisadores fez uma análise do genoma inteiro de 1.000 crianças com TDAH recrutadas no Hospital da Criança da Filadélfia, comparadas com 4.100 crianças sem a desordem. Os pesquisadores procuraram por variações no número de cópia (CNVs), que são deleções ou duplicações da sequência de DNA. Em seguida, eles avaliaram os resultados iniciais em vários grupos independentes, que incluíam perto de 2.500 casos com TDAH e 9.200 sujeitos de controle.
Entre esses grupos, os pesquisadores identificaram quatro genes com um número alto significativo de CNVs em crianças com TDAH. Todos os genes eram membros da família de genes receptores de glutamato, com o resultado mais forte no gene GMR5. O glutamato é um neurotransmissor, uma proteína que transmite sinais entre neurônios no cérebro. “Membros da família de genes GMR, juntamente com os genes com que interagem, afetam a transmissão nervosa, a formação de neurônios e as interconexões no cérebro. Então, o fato de que crianças com TDAH são mais suscetíveis a terem alterações nesses genes reforçam as evidências de que o GMR é importante no TDAH”, diz Hakonarson.
Sintomas - Confira abaixo oito sintomas que, quando aparecem com frequência e em mais de um ambiente (escola e casa, por exemplo), podem servir como um alerta de que chegou a hora de procurar ajuda profissional.
Distração
As crianças com TDAH perdem facilmente o foco das atividades quando há algum estímulo do ambiente externo, como barulhos ou movimentações. Elas também se perdem em pensamentos “internos” e chegam a dar a impressão de serem “avoadas”. Essas distrações podem prejudicar o aprendizado, levando o aluno a ter um desempenho muito abaixo do esperado.
* Fontes: Maria Conceição do Rosário, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e Thiago Strahler Rivero, psicólogo do Departamento de Psicobiologia do Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp





Comentários
cleide
fico contente com materias como essa que, saiu sobre o tdah, pois tenho 2 filhos com esse transtorno, e as vezes fico meio desesperada com a falta de uma definiçao de como se adquire o trantorno,ou se ele é genetico.E tambem a falta de uma certaza se tem cura ou nao, pois o tratamento medicamentoso serve apenas de moleta ate(..)
21.05.2012
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lana de paula bianchi
Adorei a nova pagina face, muito rica e a informaçao sobre genetica vem em boa hora: momento de falar sobre a importancia da Neurociencia nas pesquisas e estrategias pra cada caso e aplica-las no coletivo. Muito bom!
31.03.2012
Cláudia
Ana, em seu comentário, só provou que tem TDAH com a comorbidade do Transtorno Desafiador Opositor! Huhua! Muito fácil dizer que é invenção, vai ter/conviver para ver o sofrimento que é...
17.03.2012
Isabela
Gustavo, relamente a ritalina ajuda em pouco, principalmente em casos como o meu em que a tolerancia eh baixa e nao posso aumentar a dose. De qualquer forma, eu como portadora do TDAH, com 28 de idade, reitero o que ja foi dito aqui por outros pais. O sofrimento eh muito grande, nao so por parte da familia, mas principalment(..)
17.03.2012
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SOLANGE
OLA MEU NOME E SOLANGE TENHO 2 FILHOS MAS 1 NAO GOSTA MUITO DE LER, PARA ELE E UM MARTIRIO OS LIVROS NAO SEI QUE FASSO. ELE SE CHAMA GABRIEL, COMO POSSO AJUDA-LO.... ATT/SOLANGE
08.03.2012
Monize Balbino Rego
Minha filha tem TDA e se trata à 2 anos, e o tratamento as vezes não é feito pelos neuro q dizem q ela não tem nada, mas ja foi reprovada esse ano, e é muito desatenta.
19.12.2011
gloria vargas
ótima materia, hoje recebi a noticia q. minha filha ficou reprovada. Não entendo essa situação. Onde está a inclusão?? Poque os profissionais da educação se recusam a ajudar os alunos. Porque não avaliem diferenciadamente. Deram um livro de história com varios capitulos para minha filha estudar. Ela apenas precisava de 5 e 6(..)
14.12.2011
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Elisiane Reis
Gostei muito da publicação tenho um filho que hoje tem 17 anos e nunca consegui tratamento adequado á ele , ele continua na 6 serie fazendo supletivo , ja conversei com professores e parecem que não entendem e que nunca ouviram falar em tdah é mto complicado aqui em florianopolis encontrar um profissional que se disponha a t(..)
13.12.2011
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Monica alves Feitosa
Meu filho apresenta sinais de desatenção, no entanto, a psicopedagoga e a neuropediatra dizem que ele ñ tem TDAH, como conseguir um profissional qualificado em Natal/RN que efetivamente me consiga um diagnóstico. Inclusive ele foi reprovado na Escola. Obg. Monica A. Feitosa
10.12.2011
Nelson Faria junior
Parabéns VEJA por não embarcar nestas matérias pautadas pela militância do PT que resolveu juntar um monte de sociologos,psicologos e sindicatos para fazer politica barata com o sofrimento dos outros. Se não existe TDAH também não precisa existir politicas públicas para tratar desta doença e fazer a inclusão dessas crianças (..)
07.12.2011
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Rosana
Esse comentário vai pra Ana, que disse que isso é uma grande bobagem, pois só Deus sabe o que eu já passei com minha filha que agora está com 7 anos, pois ninguem nunca a compreendeu, bater e colocar de castigo eu e meu marido ja cansamos de fazer e nada, somente nesse ano de 2011 posso dizer que minha filha está começando a(..)
06.12.2011
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Laura Dias
Meu filho tem 25 anos e tem o diagnostico de tdha. Também doença inflamatória intestinal. Já que os efeitos colaterais dos medicamentos e diarréia .Quais seriam as opções para tratar as duas patologias.
06.12.2011
Laura dias
Gostaria de saber se o tratamento funciona para adultos com tenha tdha. E aonde encontrar tratamento publico para adultos tdha.
06.12.2011
Flávia
Espero que achem algo que ajude essas crianças, pois é um problema sério, me acompanhou a vida toda, não tem nada com preguiça de pensar, me formei em duas faculdades públicas, fiz pós, mas o sofrimento é algo indescritível para quem tem o transtorno, antes de desdenhar e falar do que não conhece, cala a boca e vai pesquisar!
06.12.2011
Kelly Froza
Desde que diagnostiquei meu filho e iniciei o tratamento com medicamentos melhorou muito o desempenho na escola, porém em casa nos dias em que não toma a medicação ainda é muito complicado. Tenho q chamar a atenção dele a cada minuto e como tem um irmão de 2 anos ele agita muito o pequeno, faz ele chorar com brincadeiras de (..)
06.12.2011
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Simone Alli Chair
Excelente matéria, com conteúdo, feita através de uma médica extremamente respeitada e séria. Meu filho tem TDAH e agradeço à Veja pela ótima reportagem.
06.12.2011
Patricia Ribeiro
Não acho que seja um espaço para discutir, mas um comentário feito acima, o da Ana, me fez escrever. Lendo seu comentário imagino o quão frustrante deve ser conviver com alguém que tenha realmente a doença, como eu. Sim Ana você tem boa parte dos sintomas, assim como todo mundo que conheço, a diferença é que você controla os(..)
06.12.2011
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Fernanda
Ana, tenho muita pena, mas muita msm de vc, por ter postado um comentário tão preconceituoso e sem conhecimento algum sobre o tema. Julgar médicos conceituados e competentes que ESTUDAM o transtorno, dizendo que é invenção, é uma vergonha. Pessoas assim não ajudam em nada os portadores e nem nós, os pais que sofremos em noss(..)
06.12.2011
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Lana Segal
Parabens a VEJA pela excelente matéria. Num momento em que no Brasil alguns grupos de Pseudoespecialistas em tudo, movidos por ideologias Petista, militantam contra a existencia de todos os transtornos Mentais classificados pela da Organização MUndial de Saude, negando enfaticamente a existencia do TDAH, Dislexia e outros t(..)
06.12.2011
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Edyleine B Peroni Benczik
Parabéns pela excelente reportagem! São pesquisas sérias, como esta, que fundamentam e subsidiam a prática profissional do especialista e, justificam a necessidade de tratamento adequado para as pessoas acometidas pelo TDAH.
06.12.2011
Angelica
Meu filho tem todos esses sintomas,está sendo dificil de entende-lo,faço de tudo para que ele entenda que esse momento talvez seja passageiro,mais ele não está nem a ai fica no mundo dele achando que ele não está errado.
05.12.2011
Ana
Isso tudo é uma grande bobagem para justificar o comportamento de crianças mimadas e de adultos preguiçosos. Eu, por exemplo, me encaixo em boa parte dos sintomas descritos: sou avoada, me distraio facilmente e não presto atenção às aulas (desde o colégio até hoje, na pós-graduação) - às vezes chego a pensar em coisas comple(..)
05.12.2011
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Gustavo
Tenho TDH e sofri muito até ser diagnosticado.Espero que essas pesquisas evoluam. A medicações atuais (ritalina é mais comum), apesar de ajudarem alguns pacientes - o que não foi o meu caso-, estão longe de serem soluções para o problema.
05.12.2011