18/10/2010 - 10:08
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Septicemia

Estudo aponta como tratar pacientes com infecção generalizada

Proteína evita que o ferro contido no sangue sirva de alimento para bactérias que provocam a sepse

Hemácias

Células do sangue ( Comstock Images/Thinkstock)

A sepse, ou septicemia, é responsável pela ocupação de 25% dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil. Também é a principal causa de morte nestas unidades - mata 220 mil pessoas por ano no país.

Cientistas brasileiros participaram de um estudo internacional que descobriu uma nova forma de monitorar pacientes com sepse ou septicemia - conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Os resultados da pesquisa, publicados na revista Science Translational Medicine, também sugerem uma terapia: a administração da proteína hemopexina.

A sepse é responsável pela ocupação de 25% dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no País, constituindo também a principal causa de morte nestas unidades - a doença mata 220.000 pessoas por ano no Brasil.

Os microrganismos costumam exaurir o sistema imunológico provocando uma inflamação generalizada. A resposta - mais do que a ação dos micróbios - piora o quadro clínico com queda da pressão arterial e falência de órgãos vitais. Ao lado de portugueses e norte-americanos, os brasileiros tentavam desvendar os mecanismos relacionados a uma reação tão desastrada.

Fogo amigo — A equipe do cientista português Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras (Portugal), descobriu um culpado inesperado para a resposta descontrolada do organismo: a hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina é a substância responsável por transportar o oxigênio do pulmão para os órgãos vitais por meio do sangue. Ela se associa a outras moléculas conhecidas como grupos hemes, que possuem um átomo de ferro e funcionam como anzóis para segurar moléculas de oxigênio.

Durante a infecção, os glóbulos vermelhos podem arrebentar e liberar a hemoglobina contida dentro deles, processo conhecido como hemólise. Solta, a hemoglobina transforma-se em uma ameaça. Em primeiro lugar, piora o processo inflamatório. Depois, perde os grupos hemes, que se tornam fonte de nutriente - ferro - para as bactérias e, além disso, são tóxicos para as células, levando a disfunções em diversos órgãos e, eventualmente, à morte. O artigo da Science Translational Medicine descreve a ação tóxica dos grupos hemes. 

A hemopexina, proteína sugerida pelo estudo a ser administrada para controlar a doença, tem como função justamente impedir que o ferro das células do sangue rompa-se e sirva de alimento para as bactérias.

(Com Agência Estado)

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA

Mª Fátima Ribeiro

Só quero aqui deixar testemunho real ( pois passou-se comig) de septicémia provocada por isquemia intestinal Foi em Maio de 2011 Ainda estou a recuperar, mas foi dificil. É bom termos informação válida sobre coisas que desconhecemos. Obrigada

21.03.2012

Erick Leadro

Boa matéria parabéns ai...

18.10.2010

bruna

muito instrutiva a materia...

18.10.2010

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados