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Estudo afirma que parto induzido é melhor para grávidas hipertensas

- Atualizado em

PARIS (AFP) - Mulheres grávidas com problemas de hipertensão devem optar por partos cirúrgicos, nos quais o trabalho de parto pode ser induzido sem dilatação a partir da 37ª semana de gestação, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.

As recomendações se aplicam principalmente a pacientes com pré-eclampsia leve, doença que causa hipertensão, inchaço e aumento de peso em mulheres grávidas.

A única forma de aliviar os sintomas - que em casos extremos pode levar à morte - é dar à luz.

Cerca de 7% de todas as gestações registram complicações causadas por doenças ligadas à hipertensão, incluindo a pré-eclampsia, que pode contribuir para o aparecimento de problemas de saúde durante a gravidez.

No entanto, ainda não se sabia se o melhor a fazer pela paciente era, em caso de hipertensão, realizar um parto induzido ou deixar que a gravidez seguisse seu curso natural.

Para descobrir, uma equipe de pesquisadores holandeses coordenada por Corine Koopmans, da Universidade Medical Centre, em Groningen, submeteu 756 mulheres que já haviam passado da 36ª semana de gravidez a uma série de exames clínicos. Todas elas sofriam de hipertensão ou pré-eclampsia, e foram divididas em dois grupos misturados.

No primeiro grupo, as mulheres foram submetidas a cesáreas antes de entrarem naturalmente em trabalho de parto. No segundo, as parturientes foram monitoradas até o fim natural da gestação.

Menos de 30% das mulheres do primeiro grupo sofreram algum dos problemas identificados pelos pesquisadores, como a eclampsia, hipertensão grave ou acumulação de líquido no pulmão.

Todas as mães acompanhadas sobreviveram aos partos, assim como os bebês que nasceram durante a pesquisa.

O estudo foi publicado pelo jornal médico britânico The Lancet.

"O parto induzido a partir da 37ª semana de gestação parece melhorar os resultados obstétricos em pacientes com hipertensão e pré-eclampsia", afirmou Donna Johnson, pesquisadora da Universidade Médica da Carolina do Sul, que escreveu um comentário na The Lancet.

"Esta abordagem deve ser incorporada à prática médica", acrescentou.