Pessoas divorciadas têm menos chances de sobreviver a um câncer do que as casadas, concluiu um estudo americano publicado na revista Cancer. A taxa de sobrevivência se mostrou menor até mesmo do que a observada entre viúvos e aqueles que nunca casaram. A tese é de que a dor da separação afeta o sistema imunológico e prejudica a capacidade do organismo de se defender.
Para a pesquisa, foram coletados dados de 3,79 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004 nos Estados Unidos. Os números indicaram que a taxa de sobrevivência entre pacientes casados foi a maior de todas: 63,3% continuavam vivos cinco anos após o diagnóstico e 57,5% dez anos depois.
Por outro lado, apenas 45,4% dos pacientes divorciados sobreviveram mais de cinco anos após a descoberta da doença e 36,8 resistiu aos dez anos. Nem o Ãndice de viúvos foi tão baixo, com taxas de 47,2% e 40,9%, cinco e dez anos depois, respectivamente. Aqueles que nunca casaram também apresentaram melhores resultados: 57,3% sobreviveu mais de cinco anos e 51,7 passou dos dez.
Para a lÃder da pesquisa, Gwen Sprehn, da University School of Medicine de Indianapolis, intervenções psicológicas podem compensar a desvantagem dos divorciados durante o tratamento. "Pacientes que estão passando por um processo de separação no perÃodo do diagnóstico podem representar uma população particularmente vulnerável, em quem a intervenção deve ser priorizada", avaliou.
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