Câncer

Alto nível de açúcar no sangue pode duplicar risco de câncer colorretal

A pesquisa contraria a crença de que a obesidade é um fator de risco para o câncer por aumentar os níveis de insulina no sangue

Aparelho mede níveis de glicose no sangue: pesquisa relaciona substância com risco de câncer colorretal

Aparelho mede níveis de glicose no sangue: pesquisa relaciona substância com risco de câncer colorretal (Jeffrey Hamilton/Getty Images/VEJA)

Altos níveis de açúcar no sangue estão associados ao aumento do risco de câncer colorretal, sugere um estudo feito na Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos. O estudo analisou cerca de 5.000 mulheres que haviam passado pela menopausa e foi divulgado no periódico British Journal of Cancer.

O estudo selecionou 5.000 mulheres inscritas no Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) e mediu os níveis de açúcar e de insulina em seu sangue durante 12 anos. Ao final desse período, 81 mulheres desenvolveram câncer colorretal.

Os pesquisadores observaram mulheres com maiores níveis de glicose no sangue tiveram cerca de duas vezes mais chances de desenvolver câncer colorretal do que aquelas com os menores níveis da substância. Entretanto, nenhuma associação foi observada entre níveis de insulina o risco da doença.

Os resultados de pesquisa contrariam o que muitos pesquisadores acreditavam, ou seja, que a obesidade, conhecido fator de risco para a doença, estava relacionada com o câncer pois aumentava a insulina no sangue. O estudo sugere que os motivos para a obesidade acarretar o problema podem ser diferentes, como o fato de aumentar os níveis de glicose no sangue, ou então outro fator não conhecido.

"O próximo desafio é encontrar o mecanismo pelo qual os níveis de glicose no sangue cronicamente elevados podem levar ao câncer colorretal", disse Geoffrey Kabat, epidemiologista da Universidade Yeshiva e principal autor do artigo. "É possível que níveis elevados de glicose estejam ligados ao aumento de inflamações que estimulam o crescimento de pólipos intestinais, que são lesões no revestimento interno do intestino, algumas das quais mais tarde podem se transformar em câncer".

Brasil – Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o terceiro mais comum entre homens e mulheres. Em 2007, a doença matou 11.322 pessoas no país e a previsão é que sejam registrados, em 2012, 30.140 novos casos do câncer.
 

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