Mais Lidas

  1. Johnny Depp perde a mãe e a mulher em apenas dois dias

    Entretenimento

    Johnny Depp perde a mãe e a mulher em apenas dois dias

  2. China cria ônibus que 'passa por cima' de engarrafamentos

    Economia

    China cria ônibus que 'passa por cima' de engarrafamentos

  3. Ex-ator mirim sobre pedofilia em Hollywood: ‘Fui molestado por várias pessoas’

    Entretenimento

    Ex-ator mirim sobre pedofilia em Hollywood: ‘Fui molestado por...

  4. Temer e os áudios: por que a Lava Jato preocupa também o governo interino

    Brasil

    Temer e os áudios: por que a Lava Jato preocupa também o governo...

  5. Fã que atacou Ana Hickmann ia fazer 'roleta russa', diz delegado

    Entretenimento

    Fã que atacou Ana Hickmann ia fazer 'roleta russa', diz delegado

  6. Delação da Odebrecht 'vem com uma metralhadora ponto 100', diz Sarney em gravação

    Brasil

    Delação da Odebrecht 'vem com uma metralhadora ponto 100', diz...

  7. Janot defende legalidade de grampo entre Lula e Dilma

    Brasil

    Janot defende legalidade de grampo entre Lula e Dilma

  8. Governo Temer quer mudar conselhos de estatais

    Brasil

    Governo Temer quer mudar conselhos de estatais

População negra aumentou no Brasil, revela Censo

Rio de Janeiro, 16 nov (EFE).- Pretos e pardos pela primeira vez são maioria no Brasil ao somarem 97 milhões de pessoas, segundo dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 191 milhões de brasileiros, 47,7% (91 milhões) declararam ser da raça branca, 15 milhões disseram ser pretos, 82 milhões pardos, 2 milhões amarelos e 817 mil indígenas.

A população do país envelheceu cinco anos nas últimas duas décadas e registrou uma idade média de 32,1 anos, com uma maior proporção de idosos brancos, enquanto os pretos e pardos registram as maiores taxas de população jovem.

A fecundidade caiu para 1,86 filhos por mulher, frente aos 2,38 registrados há uma década, embora na região amazônica ainda se mantenha em níveis elevados (2,42 filhos).

A mortalidade infantil foi reduzida para 3,4% de falecimentos no primeiro ano de vida, uma taxa que alcançava 23,3% em 1980.

A taxa de analfabetismo entre maiores de 15 anos caiu quatro pontos percentuais e chegou a 9,6%, embora a proporção de pessoas que não sabem ler aumenta em função da raça (14,4% dos negros) e nas zonas rurais (23,2%).

Metade dos brasileiros vive com uma renda per capita inferior a R$ 375, valor abaixo do salário mínimo (R$ 545).

Os brancos e asiáticos ganham salários que rondam os R$ 1.574 em média, quase o dobro de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) e indígenas (R$ 735).

O nível de ocupação aumentou para 53,3% da população ativa, embora 26,5% dos trabalhadores estejam em condições irregulares.

As desigualdades foram expostas pelo índice de Gini, que em 2010 se situou em 0,526 pontos, em uma escala de zero a um, na qual os valores maiores mostram uma disparidade mais profunda entre ricos e pobres.

O hiato social se acentua nas áreas urbanas, mas nas zonas rurais os indicadores de saneamento básico melhoraram a passos lentos.

O fornecimento de água potável alcançou 91,9% da população urbana e 27,8% da rural, enquanto a rede de esgoto só cobre 32,8% dos domicílios na Amazônia e cerca da metade dos imóveis no nordeste e nas regiões do interior do país. EFE