Mais Lidas

  1. Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula

    Brasil

    Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula

  2. Barraco na comissão do impeachment: 'Vamos falar lá fora, seu m...'

    Brasil

    Barraco na comissão do impeachment: 'Vamos falar lá fora, seu m...'

  3. 'Game of Thrones' pode mostrar cena decisiva no próximo episódio

    Entretenimento

    'Game of Thrones' pode mostrar cena decisiva no próximo episódio

  4. Justiça do Rio envia ao STF arquivos da Lava Jato com referência a Dilma

    Brasil

    Justiça do Rio envia ao STF arquivos da Lava Jato com referência a...

  5. Sasha Meneghel vai fazer faculdade nos Estados Unidos

    Entretenimento

    Sasha Meneghel vai fazer faculdade nos Estados Unidos

  6. 'Carta de princípios' do PSDB a Temer defende combate à corrupção e redução de ministérios

    Brasil

    'Carta de princípios' do PSDB a Temer defende combate à corrupção e...

  7. Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

    Brasil

    Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

  8. Brasil foi vítima de estelionato eleitoral, diz procurador do TCU

    Brasil

    Brasil foi vítima de estelionato eleitoral, diz procurador do TCU

Mulher de Lech Walesa revela em autobiografia sua vida solitária

Varsóvia, 24 nov (EFE).- Danuta Walesa, esposa de Lech Walesa, líder anticomunista polonês e prêmio Nobel da Paz, revela em sua autobiografia publicada nesta quinta-feira a sua solidão a partir do momento em que seu marido assumiu a direção do Sindicato Solidariedade e a Presidência da Polônia.

O livro relata de forma franca a sensação de abandono que Danuta sofreu nos anos 80, quando a oposição anticomunista vivia momentos decisivos às ordens de Lech Walesa, então eletricista nos estaleiros de Gdansk (norte do país).

Naquela época, Danuta criou oito filhos, dos quais era 'mãe, professora, cozinheira, empregada, enfermeira, uma mulher que não tinha tempo para nada', confessa em sua autobiografia.

O livro evoca com certa amargura aquele período em que dezenas de políticos, ativistas, jornalistas e 'vários personagens' se reuniam clandestinamente por horas no apartamento de Walesa, enquanto Danusa preparava lanches e mantinha a casa em ordem, sede improvisada do movimento anticomunista.

'A política roubou meu marido e na política não há amigos de verdade', explica em recente entrevista na televisão pública polonesa.

A esposa de Walesa, que defende que 'chega um momento na vida onde certas coisas são reveladas', lamenta que seu marido nunca a tenha surpreendido com um buquê de flores ou um simples detalhe para agradecer seu esforço.

'Os homens não são muito brilhantes em alguns assuntos', diz Danuta, que descreve seu marido como 'um solitário', uma pessoa 'introvertida e difícil de conhecer'.

Danuta Walesa, de 62 anos, foi primeira-dama da Polônia entre 1990 e 1995, período em que Lech Walesa se tornou o primeiro presidente eleito democraticamente desde a Segunda Guerra Mundial.

A própria Danuta, nascida em um pequeno povoado do leste da Polônia, também reconhece que nem tudo foram só amarguras. No fim de sua autobiografia ela se diz 'agradecida por seu destino', uma vida que 'não poderia ter imaginado nem em seus sonhos mais surreais', afirma. EFE