Ásia

Morre jovem vítima de estupro coletivo na Índia

Crime ocorrido em Nova Dheli provocou onda de protestos em todo o país

Membros de uma ONG protestam em Mumbai contra a falta de segurança e respeito às mulheres indianas

O estupro da jovem estudante desencadeou uma onda de protestos contra impunidade em casos de violência contra mulher na Índia (Punit Paranjpe/AFP/AFP)

Morreu nesta sexta-feira a estudante de fisioterapia vítima de estupro coletivo na Índia. A jovem estava internada no hospital Mount Elizabeth, em Cingapura, para onde havia sido transferida em busca de melhor tratamento. A mulher, de 23 anos, chegou a ser submetida a três cirurgias. "Sua família e funcionários do governo da Índia estavam a seu lado. A equipe de médicos e enfermeiras do Mount Elizabeth Hospital se une à família em sua dor, lamentando sua perda", informou a nota ofcial. 

O estupro da jovem ocorreu quando ela voltava de uma sessão de cinema com um amigo em 16 de dezembro em Nova Dheli. A universitária foi espancada com uma barra de ferro e estuprada por uma hora. O amigo também foi agredido. 

O crime provocou uma série de protestos denunciando os atos de agressão contra mulhereses na Índia e pedindo a pena de morte para casos de estupro. Um policial morreu para conter a população revoltada. O governo cedeu à pressão e chegou a declarar que avalia mudar a legislação para que existam punições mais rígidas para crimes graves.

O Escritório Nacional de Registro de Crimes revelou em 2011 que, a cada 20 minutos, uma mulher é atacada sexualmente na Índia. No entanto, o autor do crime só é condenado em um a cada quatro casos. Os motivos são negligência e corrupção - o que, para analistas locais, explica a atual onda de indignação popular.

Ainda segundo os dados oficiais indianos, os casos de estupro aumentaram quase 875% nos últimos 40 anos na Índia, passando de 2.487 em 1971 para 24.206 em 2011. Apenas na capital, 572 casos foram registrados no ano passado e mais de 600 este ano, segundo a rede CNN.

(Com agência France-Presse)

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