Mais Lidas

  1. Sequestrador de Ana Hickmann foi ‘assassinado com crueldade e frieza’, diz irmã

    Entretenimento

    Sequestrador de Ana Hickmann foi ‘assassinado com crueldade e...

  2. Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

    Entretenimento

    Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

  3. Aliados de Dilma entram em campo para impedir votação da nova meta

    Brasil

    Aliados de Dilma entram em campo para impedir votação da nova meta

  4. Temer bate na mesa e diz que sabe o que fazer no governo: 'Eu tratava com bandidos'

    Brasil

    Temer bate na mesa e diz que sabe o que fazer no governo: 'Eu...

  5. Bruna Linzmeyer sensualiza após ataques homofóbicos no Instagram

    Entretenimento

    Bruna Linzmeyer sensualiza após ataques homofóbicos no Instagram

  6. Jucá dá o troco em desafeto: 'Ele deveria entregar a mulher, que é procurada pela polícia'

    Brasil

    Jucá dá o troco em desafeto: 'Ele deveria entregar a mulher, que é...

  7. Gilmar Mendes presidirá 2ª Turma do STF, responsável por julgar Lava Jato

    Brasil

    Gilmar Mendes presidirá 2ª Turma do STF, responsável por julgar...

  8. Moro, aplausos e um pedido: 'Prenda o Lula'

    Brasil

    Moro, aplausos e um pedido: 'Prenda o Lula'

Mikhail Gorbachev pede a Putin que deixe o poder agora

- Atualizado em

“O sistema eleitoral que nós tínhamos não era extraordinário, mas eles literalmente o castraram”, disse Gorbachev
Ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev(Grigory Dukor / Reuters/VEJA)

O homem forte da Rússia, Vladimir Putin, deve deixar o poder "agora" em vista dos protestos sem precedentes contra seu regime, declarou neste sábado o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev.

"Eu aconselharei Vladimir Vladimirovitch (Putin) a partir agora", afirmou o pai da Perestroika em declarações à rádio Eco, de Moscou.

Protestos - Depois dos protestos realizados no último dia 10 de dezembro, milhares de russos voltaram às ruas neste sábado em diversas cidades da Rússia para denunciarem a fraude eleitoral e pedir a realização de novas eleições legislativas.

Segundo fontes policiais, ao contrário das manifestações anteriores, que foram marcadas por confrontos e prisões em massa, esse protesto foi realizado de maneira pacifica e sem maiores incidentes, assim como o realizado no dia 10 de dezembro.

Como era de se esperar, Moscou foi novamente a cidade com o maior número de manifestantes nas ruas, todos protestando contra os resultados da última eleição legislativa, a qual terminou com uma vitória do partida governista Rússia Unida (RU).

Segundo os organizadores dos protestos, aproximadamente 120.000 pessoas participaram da manifestação na capital russa para exigir a realização de novos pleitos parlamentares, a anulação dos resultados "falsificados" e a libertação dos "presos políticos". No entanto, fontes da polícia afirmam que a manifestação contou com apenas 29.000.

Independentemente do número exato de manifestante, a jornada de protesto deste sábado teria superado o número de participantes da realizada no último dia 10 de dezembro, que até o momento tinha sido considerada como a maior manifestação registrada neste país desde a década de 1990.

Além de manifestantes, que ecoavam o grito de "Fora Putin", os protestos contaram com a participação dos líderes da oposição, políticos, atores, escritores e artistas, que afirmam que se sentem cansados da hegemonia do Governo na Rússia. "A Rússia está farta de revoluções. Que Deus nos livre. Mas, também estamos fartos de corrupções e fraudes", disse o jornalista russo Leonid Parfionov, que comparou Putin com o líder soviético Leonid Brezhnev, associado por muitos com a estagnação.

Os recentes protestos obrigaram o presidente russo, Dmitri Medvedev, a propor uma abertura política com grandes mudanças no sistema eleitoral. A medida foi anunciada na última quinta-feira, porém, não impediu a realização da manifestação que já estava prevista para este sábado.

Em particular, a nova proposta visa recuperar as eleições diretas dos presidentes e governadores das regiões e repúblicas da Rússia, que na era Putin passaram a ser nomeados pelo Kremlin, assim como permitir o registro livre de partidos políticos.

Apesar da pressão da população, o líder russo, que manifestou seu desacordo as palavras de ordem e as declarações lançadas pelos manifestantes, não anunciou nenhuma medida que confirme sua disposição em realizar novos pleitos legislativos.

O partido de Putin alcançou a maioria absoluta na Duma ao somar 238 cadeiras, do total de 450, segundo os resultados definitivos das eleições, os quais são considerados pela oposição como falsificados. Para alcançar a maioria absoluta, a RU precisaria superar a marca de 226 cadeiras.

Apesar da maioria absoluta, o partido governista perdeu 77 cadeiras, em relação aos pleitos legislativos anteriores e, por isso, não terá a maioria constitucional.

(Como agências France-Presse e EFE)

TAGs:
Mikhail Gorbachev
Rússia
Vladimir Putin