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Imagem divulgada pelo governo da Venezuela mostra o presidente Nicolás Maduro inaugurando um monumento durante a celebração do 60º aniversário de nascimento de Hugo Chávez, na cidade de Sabaneta
Imagem divulgada pelo governo da Venezuela mostra o presidente Nicolás Maduro inaugurando um monumento durante a celebração do 60º aniversário de nascimento de Hugo Chávez, na cidade de Sabaneta(EFE/Palacio Miraflores/EFE)

A loucura (ou a chacota) persiste. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a afirmar que conversou com um passarinho. Desta vez, a mensagem que ouviu foi a de que seu padrinho político, o falecido coronel Hugo Chávez, "está feliz e cheio de amor". "Vou confessar a vocês que se aproximou de mim um passarinho, outra vez se aproximou e me disse que o comandante estava feliz e cheio de amor pela lealdade de seu povo", comentou, durante um evento em Sabaneta, cidade natal do ex-presidente.

A primeira menção a uma conversa com um passarinho foi feita em abril do ano passado, em plena campanha eleitoral, pouco depois da morte de Chávez. Ao dizer que o ex-presidente lhe havia aparecido na forma de um passarinho, Maduro, é claro, foi ridicularizado. E ainda se defendeu, dizendo que havia dividido com o povo sua "espiritualidade".

A nova "revelação" foi feita em um dos vários eventos agendados para lembrar 60 anos do nascimento de Chávez. A programação começou na noite de domingo, em um ato público no qual Maduro cantou 'Parabéns a Você' e soprou velinhas. Perto da meia-noite desta segunda, novo tributo foi acompanhado por presidentes e chanceleres dos países do Mercosul que participam de um encontro em Caracas.

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A agenda de homenagens contou também com a inauguração de uma estátua de Chávez, financiada pela petrolífera russa Rosfnet, que tem acordo com a estatal venezuelana PDVSA, e canções dedicadas ao antigo mandatário por uma banda russa. "Da Sibéria a Sabaneta, o amor corre por todo o mundo", discursou Maduro, sobre os laços com o país de Vladimir Putin.

Partido governista - No fim de semana, o presidente foi eleito chefe do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no primeiro congresso realizado sem o fundador Hugo Chávez, que foi promovido a 'líder eterno' da legenda. "Nem tudo é perfeito dentro do partido? Nem tudo funciona como deveria? É verdade! Mas no PSUV há uma força criadora para decidir o que é preciso. Sairemos fortalecidos deste Congresso", disse Maduro, ao insistir na necessidade de promover o 'socialismo do século XXI' - que está mergulhando o país em gigantescos desequilíbrios econômicos.

O PSUV foi criado por Chávez em 2008 para unificar a máquina chavista, dispersa em diferentes correntes, incluindo o extinto Movimento Quinta República (MVR), com o qual o coronel chegou ao poder em 1999.

(Com agências France-Presse e EFE)

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