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Jornalista americana foi estuprada durante revolta no Egito

Lara Logan, repórter da CBS, foi violentada por grupo na Praça Tahrir, no Cairo

- Atualizado em

Lara Logan
(Gregory Bull/AP/VEJA)

Uma das correspondentes do programa 60 Minutes da rede CBS, Lara Logan, sofreu uma brutal agressão sexual durante a celebração popular nas ruas do Cairo após a queda do regime do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, informou nesta terça-feira o canal de TV em comunicado.

Segundo a nota, a equipe de televisão da CBS e seus seguranças foram rodeadas por "elementos perigosos" no meio da praça Tahrir na sexta-feira passada depois do anúncio de que Mubarak tinha abandonado o poder. "No meio da multidão, ela foi separada da equipe. Ela foi cercada e sofreu um brutal ataque sexual e espancamento antes de ter sido salva por um grupo de mulheres e cerca de 20 soldados egípcios", afirma o comunicado da CBS. Posteriormente, a jornalista entrou em contato com seus companheiros e voltou ao hotel, de onde partiu na manhã seguinte para os Estados Unidos.

A rede indicou que Lara está hospitalizada se recuperando da agressão. Além disso, assinalou que não darão mais informação sobre o incidente e que a jornalista e sua família pediram respeito a sua privacidade.

Lara Logan, natural da África do Sul, ficou conhecida como correspondente da rede britânica GMTV no início da guerra do Afeganistão, no final de 2001. No ano seguinte foi contratada pela CBS, com a qual cobriu a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos e o conflito que seguiu à ocupação do país árabe.

Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos um jornalista perdeu a vida, 52 foram agredidos e outros 76 detidos durante os protestos populares que colocaram fim no Governo de Mubarak, após 31 anos no poder. A organização com sede em Nova York confirmou nesta terça-feira que todos os profissionais presos já recuperaram a liberdade.

(com Agência EFE)

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