Ásia

Japonesa de 16 anos admite ter mutilado colega: “Queria matar alguém”

Menor de idade estrangulou a amiga de 15 anos e decepou a cabeça e a mão esquerda da vítima

Carro funerário com o corpo da jovem Aiwa Matsuo deixa o velório realizado em Sasebo, no Japão

Carro funerário com o corpo da jovem Aiwa Matsuo deixa o velório realizado em Sasebo, no Japão (Jiji Press/AFP/VEJA)

Uma estudante japonesa de 16 anos admitiu às autoridades nesta terça-feira que assassinou e decepou o corpo de uma colega de classe de 15 anos. De acordo com fontes policiais ouvidas pela agência Kyodo, a jovem disse ter cometido o crime porque “queria matar alguém”. O homicídio, ocorrido em Sasebo, ao sul do Japão, ganhou as manchetes dos jornais do país. Há uma crescente preocupação com a escalada no número de assassinatos de crianças e jovens cometidos por menores de idade.

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Investigadores têm trabalhado neste momento para reconstruir o crime, conforme a rede BBC. Acredita-se que a assassina levou a colega Aiwa Matsuo para a sua casa, onde vive sozinha desde abril, no sábado à noite. A menor, então, acertou a cabeça da vítima com um martelo e a estrangulou com um pedaço de corda. O corpo de Aiwa foi encontrado no domingo de manhã, com a cabeça e a mão esquerda decepadas. Policiais disseram que um martelo e uma serra foram encontrados na casa da suspeita. As autoridades estão investigando se a menina postou mensagens na internet com conteúdo relacionado ao crime, incluindo imagens de uma mão ensanguentada. As publicações teriam começado a aparecer duas horas após Aiwa ter sido morta, segundo as análises feitas no corpo por médicos legistas.

Por ser menor de idade, a algoz de Aiwa Matsuo não teve o seu nome divulgado. A agência Kyodo ouviu de pessoas próximas à jovem agressora que ela se preparava para estudar no exterior, mas apresentava um histórico de problemas. A mãe da menina morreu de câncer no ano passado e o seu pai se casou com outra mulher recentemente. A garota deverá passar por avaliações psicológicas que irão determinar qual é a sua real condição psicológica. 

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