tarja Israel enfrenta o Hamas

Oriente Médio

Israelenses e palestinos voltam à mesa de negociações

Diálogo em Jerusalém começa horas após Israel libertar 26 presos palestinos

Presidente palestino Mahmoud Abbas comemora com presos palestinos recém libertados por Israel

Presidente palestino Mahmoud Abbas comemora com presos palestinos recém libertados por Israel (Mohamad Torokman/Reuters/VEJA)

Sem uma agenda específica sobre o que estará em pauta, israelenses e palestinos voltam nesta quarta-feira à mesa de negociações, com a mediação dos Estados Unidos, para tentar resolver seu histórico conflito mais uma vez.

A reunião, que será presidida pelo mediador americano Martin Indyk, acontece em Jerusalém de forma confidencial, informou nesta quarta a imprensa local. Não foram informados, prém, o lugar ou horário em que o encontro ocorrerá.

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A ministra israelense Tzipi Livni e o negociador palestino Saeb Erekat liderarão as delegações dos dois lados na conversa. A ideia do encontro desta quarta é definir os assuntos que serão abordados prioritariamente, embora seja possível que as autoridades também abordem os primeiros temas de importância.

O governo americano quer que a delimitação de fronteiras e os assuntos de segurança sejam os primeiros a ser negociados. Dessa forma, espera-se que, uma vez conhecidos os limites, Israel poderá assumir a soberania de suas colônias sem descarrilar o processo de paz.

Libertações - As negociações começam horas depois de Israel libertar os primeiros 26 dos 103 presos que cumpriam pena por delitos anteriores aos Acordos de Oslo (1993). Onze membros do grupo chegaram de madrugada em Ramalã e outros quinze em Gaza. A libertação é considerada um gesto de confiança por parte de Israel em direção aos palestinos.

Paralelaemente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou dois pacotes de construção de quase 2 000 casas em território ocupado desde 1967 para atender às exigências da direita nacionalista israelense. O anúncio provocou indignação entre palestinos e algumas queixas por parte dos EUA, que esperavam o anúncio, mas não com tamanha envergadura.

(Com agência EFE)

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