Justiça

Ex-presidente da Libéria é condenado a 50 anos de prisão

Charles Taylor cumprirá na Grã-Bretanha detenção por crimes de guerra

O ex-presidente liberiano Charles Taylor ouve sua sentença em Haia, na Holanda

O ex-presidente liberiano Charles Taylor ouve sua sentença em Haia, na Holanda (Reuters/VEJA)

O Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL) condenou nesta quarta-feira a 50 anos de prisão o ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a guerra civil que assolou Serra Leoa entre 1991 e 2002.

Os juízes consideraram especialmente o "tremendo sofrimento" das vítimas na hora de decidir a pena e rejeitaram os fatores atenuantes, como idade, saúde e circunstâncias familiares de Taylor, alegados pela defesa. Taylor já havia sido considerado"penalmente responsável" pelos delitos na semana passada. Ele cumprirá a sentença numa prisão britânica.

O ex-presidente liberiano foi considerado culpado por ajudar com apoio logístico, moral e de armas os rebeldes que mataram dezenas de milhares de pessoas durante a guerra civil de Serra Leoa. Taylor foi presidente da Libéria – onde ele também é acusado de ter alimentado uma guerra civil – por seis anos até 2003, quando a Justiça internacional pressionou pela sua renúncia.

Desde 2007, ele aguardava seu julgamento no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda. Segundo a Promotoria, Taylor financiou os conflitos com os chamados "diamantes de sangue", joias usadas para sustentar os rebeldes. Durante o julgamento, a corte ouviu o depoimento de mais de cem pessoas, incluindo a supermodelo Naomi Campbell. Ela disse ter recebido diamantes de Taylor após um jantar oferecido pelo ex-presidente da África do Sul em 1997.

(Com agência EFE)

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