Mais Lidas

  1. Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

    Entretenimento

    Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

  2. Veja fotos da casa onde adolescente foi estuprada no Rio

    Brasil

    Veja fotos da casa onde adolescente foi estuprada no Rio

  3. Para Lula, eleição de Dilma foi seu erro mais grave, revela novo áudio

    Brasil

    Para Lula, eleição de Dilma foi seu erro mais grave, revela novo áudio

  4. Paixão, obsessão e morte

    Entretenimento

    Paixão, obsessão e morte

  5. Comercial chinês de sabão é acusado de ser o mais racista da história

    Mundo

    Comercial chinês de sabão é acusado de ser o mais racista da história

  6. Alvo de investigação, sobrinho de Lula é processado por calotes em série

    Brasil

    Alvo de investigação, sobrinho de Lula é processado por calotes em...

  7. A selvageria continua: bandidos fazem ofensiva para difamar vítima de estupro coletivo

    Brasil

    A selvageria continua: bandidos fazem ofensiva para difamar vítima...

  8. Vício em álcool e drogas levou Johnny Depp à violência, acusa ex

    Entretenimento

    Vício em álcool e drogas levou Johnny Depp à violência, acusa ex

Cristina Kirchner é indiciada com base em denúncia de Nisman

Promotor Gerardo Pollicita, que analisou a denúncia depois da morte do procurador Nisman, considerou que acusações devem ser investigadas

- Atualizado em

Presidente argentina Cristina Kirchner faz primeiro pronunciamento após um mês sem aparições públicas, na Casa Rosada, em Buenos Aires
A presidente argentina Cristina Kirchner (Enrique Marcarian/Reuters/VEJA)

A presidente Cristina Kirchner foi indiciada nesta sexta-feira com base na denúncia do promotor Alberto Nisman de que ela e vários apoiadores teriam acobertado a participação de iranianos no atentado contra um centro judaico em Buenos Aires. Nisman apresentou a denúncia quatro dias antes de ser encontrado morto em seu apartamento.

O promotor federal Gerardo Pollicita analisou as quase 300 páginas do trabalho de investigação realizado por Nisman e considerou que se deve "iniciar a investigação pertinente com o objetivo de verificar, com base nos elementos de convicção que sejam incorporados (...), a existência do fato e, consequentemente, se o mesmo pode ser penalmente imputado aos responsáveis".

A decisão do promotor de ir adiante com o caso é significativa porque abre espaço para uma análise detalhada da investigação em que o promotor Alberto Nisman estava trabalhando antes de ser encontrado morto no dia 18 de janeiro. Pollicita levará o resultado da investigação ao juiz federal Daniel Rafecas, a quem caberá aceitar ou não a denúncia.

Leia também:

DNA de outra pessoa é encontrado no apartamento de Nisman

Nisman não confiava nem em seguranças, diz dono de arma

Documentos confirmam que Nisman pensou em pedir prisão de Cristina

Outros citados na denúncia de Nisman também foram indiciados por Pollicita: o chanceler Héctor Timerman, o dirigente kirchnerista Luis D'Elia, o deputado Andrés Larroque, Jorge Alejandro "Yussuf" Khalil, Héctor Luis Yrimia, ex-promotor responsável pelo caso da Amia, Fernando Esteche e uma pessoa identificada como Allan, que seria o agente de inteligência Allan Héctor Ramón Bogado, informou o jornal Clarín.

Leia mais:

Caso Nisman: "Argentina fica mais escura", diz deputado opositor

Para defender Cristina, seu partido ataca juízes, promotores, jornalistas...

O atentado contra a sede da Associação Mutual Israelense Amia aconteceu em julho de 1994 e deixou 85 mortos. Nisman assumiu as investigações sobre o caso em 2004. A denúncia apresentada em 14 de janeiro tem como base várias escutas de conversas sobre a relação do governo com o Irã.

'Manobra' - Antes mesmo de a decisão do promotor ser divulgada, o secretário-geral da presidência, Aníbal Fernández, já tinha advertido Pollicita. Na manhã desta sexta-feira, o secretário afirmou que indiciar a presidente seria "uma clara manobra de desestabilização".

Quem é citado na denúncia sobre o atentado contra a Amia

TAGs:
Irã
América Latina
Argentina
Cristina Kirchner