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Conservadores espanhois buscam frustrar independentismo catalão

Sem maioria parlamentar, Partido Popular propõe coalizão parlamentar com socialistas, tradicionais adversários

- Atualizado em

Primeiro ministro e candidato do PP, Mariano Rajoy após resultado de eleições na Espanha
Sem maioria parlamentar absoluta, primeiro ministro Mariano Rajoy tem difícil missão para formar um governo(REUTERS/Marcelo del Pozo/VEJA)

Os espanhóis assistem neste domingo a movimentações no tabuleiro político do país em torno da independência da Catalunha. Enquanto o novo candidato a presidente catalão, Carles Puigdemont, disse hoje que a missão de seu governo será iniciar um processo de secessão na Catalunha, cujo parlamento tem maioria separatista, o conservador Partido Popular (PP) da Espanha reiterou sua oferta para formar uma "grande coalizão" com seus tradicionais adversários socialistas. A medida seria uma forma de quebrar o impasse que resultou de uma inconclusiva eleição nacional no mês passado e frustrar os separatistas catalães.

"Precisamos iniciar o processo para constituir um Estado independente na Catalunha, que as decisões do parlamento da Catalunha sejam soberanas", disse em seu discurso de posse Puigdemont.

"Este não é um projeto dos político, não é sequer um projeto coletivo, é um projeto em comunhão com a grande maioria das pessoas", acrescentou o candidato no parlamento regional, onde, em suas portas, reuniram-se dezenas de independentistas.

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Prefeito de Girona desde 2011, Puigdemont foi designado como novo líder por Artur Mas, forçado ontem a renunciar para facilitar um acordo de governo com a esquerda radical independentista, que rejeitava a sua reeleição.

Essa decisão permitiu um acordo entre a coalizão independentista Juntos por el Sí, que conta com 62 deputados, com formações de esquerda e direita, e a Candidatura da Unidad Popular, que dispõem de 10 deputados. Somada, a coalizão tem maioria absoluta no parlamento Catalão, com 72 assentos de 135, e agora pretende retomar o processo de secessão que lançou em uma contundente declaração parlamentar no dia 9 de novembro. Neste dia, os independentistas se disseram insubmissos às instituições espanholas, em especial ao Tribunal Constitucional, que semanas depois declarou o texto ilegal.

A Espanha tem se mantido no limbo político desde a eleição de 20 de dezembro em que o PP, que governou a Espanha nos últimos quatro anos, ganhou a maioria dos assentos, mas perdeu sua maioria parlamentar absoluta. Pressionado pelo resultado eleitoral e os últimos acontecimentos na Catalunha, o PP procura uma aliança com os socialistas. O membro sênior do PP Fernando Martinez Maillo disse neste domingo que uma grande coalizão com mais de 200 parlamentares seria a melhor resposta ao que ele chamou de desafio à soberania de Espanha.

(com Reuters e Agência France Presse)

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