Buscas por avião desaparecido são retomadas

Aeronaves da Austrália, da Nova Zelândia e dos EUA vão participar dos esforços ao longo da sexta-feira

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Aviões de reconhecimento retomaram as buscas na região do Oceano Índico onde satélites detectaram destroços que podem ser do avião desaparecido da Malaysia Airlines. Segundo a rede CNN, aeronaves da Austrália, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos vão participar dos esforços ao longo da sexta-feira. Por causa da distância, as aeronaves só poderão fazer varreduras de no máximo três horas, antes de serem obrigadas a retornar para reabastecer.

As buscas haviam sido interrompidas na tarde de quinta-feira em razão das más condições climáticas. De acordo com o jornal The Guardian, o capitão de uma das aeronaves, que fazia uma varredura na área, relatou que as ondas e os fortes ventos estavam dificultando a operação.

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A área onde os objetos foram localizados fica a cerca de 2.300 quilômetros da cidade de Perth, na costa oeste da Austrália. As imagens de satélite, que foram analisadas e identificadas por especialistas, não permitem distinguir com clareza se os objetos são possíveis destroços da aeronave, mas em um dos casos chama a atenção o comprimento de um dos detritos: cerca de 24 metros de extensão.

Mapa divulgado pelo governo australiano indica a região onde os possíveis destroços do voo MH370 foram avistados por satélite
Mapa divulgado pelo governo australiano indica a região onde os possíveis destroços do voo MH370 foram avistados (Divulgação/VEJA)

Embora as autoridades tenham reconhecido que as imagens de satélite podem dar uma pista sobre o paradeiro do avião, especialistas reduzem as expectativas ao alertar que as peças podem ser vestígios sem conexões com o Boeing 777-200 ou até mesmo um contêiner derrubado por algum cargueiro que navegava pela região.

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Nem todos os países que já participaram dos esforços na procura pelo avião estão deslocando equipes para o local. A agência France-Presse comunicou que a China não pretende seguir as pistas devido à "falta de provas que possam ligar os destroços com a aeronave desaparecida". As autoridades ressaltaram que a embarcação chinesa mais próxima desta área está a dois dias de distância. Uma imagem obtida pelos satélites do país chegou a apontar a possível localização de destroços, mas a informação foi desmentida posteriormente pela Malásia.

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