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Avião aterrissa em Istambul após ameaça de bomba

Homem tentou sequestrar aeronave que vinha da Ucrânia e levá-la até Sochi, na Rússia, onde ocorrem as Olimpíadas de Inverno

- Atualizado em

Avião da companhia turca Pegasus é visto no aeroporto de Sabiha Gökçen, em Istambul, após sofrer uma tentativa de sequestro
Avião da companhia turca Pegasus é visto no aeroporto de Sabiha Gökçen, em Istambul, após sofrer uma tentativa de sequestro(Ihlas News Agency/Handout via Reuters/VEJA)

(Atualizada às 22h40)

A Turquia mobilizou um caça F-16 para escoltar um avião com 110 passageiros até o aeroporto Sabiha Gökçen, em Istambul, depois que uma ameaça de bomba foi feita por um homem que estava a bordo. O passageiro tentou sequestrar a aeronave, vinda de Kharkov, no leste da Ucrânia, e levá-la para a cidade de Sochi, na Rússia, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, que foram abertos oficialmente nesta sexta-feira. O homem foi detido.

"Enquanto o avião estava no ar, um dos passageiros disse que carregava uma bomba e exigiu que o avião não aterrissasse em Sabiha Gökçen, mas em Sochi", afirmou Habip Soluk, um funcionário do Ministério dos Transportes da Turquia.

Redes de televisão da Turquia informaram que a tripulação do Boeing 737-800 da Pegasus Airlines fizeram com que o homem acreditasse que o avião estava pousando em Sochi e não no aeroporto de Istambul, onde membros das forças especiais de segurança o detiveram.

O passageiro de 45 anos levava uma pequena mala com produtos eletrônicos, mas nenhuma bomba foi encontrada, segundo o governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu. Segundo ele, não há indícios de que o homem tenha ligação com alguma organização, mas investigações nesse sentido serão realizadas. O governador não confirmou informações de que o sequestrador estava embriagado, mas disse que foi necessário usar a força para detê-lo, o que causou alguns ferimentos leves.

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Ameaças e ataques - O incidente desta sexta-feira ocorre em um momento em que as forças de segurança estão em alerta máximo em vários países diante da possibilidade de ataques relacionados aos Jogos Olímpicos - que Vladimir Putin, o czar do pós-comunismo, quer transformar em uma celebração de seu modo autocrático de exercer o poder.

Suas ambições enfrentam as ameaças constantes registradas nas semanas que antecederam o início das Olimpíadas. Em dezembro, a cidade de Volgogrado, cerca de 640 quilômetros a leste da sede olímpica, foi alvo de dois atentados. Em um deles, uma mulher-bomba deixou dezessete mortos em uma estação de trem. No dia seguinte, a explosão de um ônibus deixou outros dezessete mortos.

Um grupo jihadista do Daguestão - região sob controle da Rússia onde viceja uma rebelião nacionalista radicalizada pelo fundamentalismo islâmico - assumiu a responsabilidade e ameaçou atacar Sochi. A

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Disputa pela Ucrânia - A Rússia também está envolvida na crise política que assola a Ucrânia desde novembro do ano passado, quando o governo rejeitou um acordo com a União Europeia, preferindo receber ajuda financeira de Vladimir Putin. Desde então, manifestantes contrários à aproximação com o governo russo tomaram as ruas de Kiev, exigindo a renúncia do presidente Viktor Yanukovich.

(Com agências Reuters e EFE)

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