Sociedade

Aung San Suu Kyi recebe Prêmio Nobel da Paz 21 anos depois

Líder opositora birmanesa não pôde receber o prêmio em 1991 pois estava em prisão domiciliar

A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi agradece o Prêmio Nobel concedido em 1991, que não pode receber na época porque estava em prisão domiciliar

A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi agradece o Prêmio Nobel concedido em 1991, que não pode receber na época porque estava em prisão domiciliar (DANIEL SANNUM LAUTEN / AFP/VEJA)

A líder opositora birmanesa, Aung San Suu Kyi, recebeu neste sábado em Oslo, na Noruega, o Prêmio Nobel da Paz que lhe havia sido concedido há 21 anos, em 1991. Suu Kyi sofreu quase 23 anos de perseguição política e foi obrigada a viver em prisão domiciliar durante boa parte desse período.

A viagem à Oslo foi possível graças ao processo de reformas que remodelam a autocracia birmanesa em uma democracia parlamentar, desde que a última junta militar se dissolveu e passou o poder a um governo civil, em 30 de março de 2011.

A líder disse que ter recebido o Prêmio Nobel da Paz em 1991 ajudou-a a voltar à realidade e tirou Mianmar do esquecimento. “(O prêmio) me fez real novamente, me devolveu ao resto da humanidade. E o que foi mais importante, o Prêmio Nobel atraiu a atenção do mundo à luta pela democracia e pelos direitos humanos em Mianmar', declarou a ativista na cerimônia de entrega da homenagem em Oslo.

Suu Kyi, que completará 67 anos na próxima terça-feira, chegou na sexta-feira à Noruega e foi saudada por centenas de pessoas com bandeiras norueguesas e birmanesas no centro de Oslo. Antes da leitura do discurso, a líder opositora birmanesa participou de uma reunião no Instituto Nobel, de uma audiência com os reis Harald e Sonia no Palácio Real. A líder também participa de uma reunião popular e do tradicional jantar com os membros do Comitê Nobel.
Suu Kyi não pôde receber o prêmio em 1991 porque estava sob sua primeira prisão domiciliar, que durou de 1989 a 1995.

A medalha, o diploma e os dez milhões de coroas suecas (pouco mais de US$ 1,25 milhão) receberam na época seu marido, Michael Aris, que morreu em 1999, e seus filhos, Alexander e Kim.

(com agência EFE)

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