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Tratado de Lisboa

União Europeia escolhe 1º presidente fixo do bloco; Blair deixa a disputa

19/11/2009 11:19


Reunidos em Bruxelas, os 27 líderes dos países-membros da União Europeia escolhem nesta quinta-feira o primeiro presidente fixo do bloco. O cargo só passará a existir formalmente em 1º de dezembro, quando entram em vigor as mudanças do Tratado de Lisboa.

O ex-premiê da Grã-Bretanha, Tony Blair, que estava entre os nomes mais cotados para o cargo, desistiu da disputa. Segundo comunicado do governo, a decisão foi tomada depois que o atual primeiro-minsitro, Gordon Brown, concordou que Blair não teria chances reais. Ele já havia sido criticado pela imprensa britânica por não se colocar bem na disputa. Além disso, pesava contra ele o fato de ter apoiado a guerra do Iraque, que foi rejeitada por boa parte da população do continente.

O presidente eleito terá um mandato de dois anos e meio, que substituirá o esquema atual de presidência rotativa entre os membros da União Europeia, e não poderá ser chefe de governo de seu país enquanto exercer a presidência. Entre as atribuições do cargo está facilitar as relações internas e representar politicamente a UE no exterior. Atualmente, é a Suíça quem preside o bloco.

Favoritos - Entre os nomes mais fortes na disputa estão ex-premiê da Itália, Massimo D'Alema; o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker; o premiê da Holanda Jan-Peter Balkenende; o premiê belga Herman Van Rompuy e a ex-presidente da Letônia, Vaira Vike-Freiberga - única mulher entre os candidatos mais fortes.

Analistas e a imprensa europeia estão criticando a qualidade dos candidatos. Segundo o International Herald Tribune, os chefes de estado e governo europeus estariam optando por escolher nomes sem envergadura para evitar figuras que possam "fazer sombra" às negociações com China e Estados Unidos.

Após a saída de Blair, aumentam as chances de um consenso em torno do nome de Van Roupuy. Enquanto ministro na Bélgica, ele ficou conhecido por balancear as contas do país, além de reduzir drasticamente o déficit público. Segundo um diplomata suíço que acompanha a escolha, Van Roupuy lidera. "Há um acordo político. Nós temos um consenso", afirmou o diplomata.

(Com agência France-Presse e Reuters)

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Últimas notícias (Agência Estado/AFP/Reuters)

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