05/03/2010 - 07:56
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América do Sul

Três fortes terremotos voltam a atingir o Chile

Imagem aérea da destruição região de Dichato

Imagem aérea da destruição região de Dichato (AFP)

Três fortes terremotos atingiram o Chile nesta sexta-feira, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. Todos tiveram seus epicentros próximos à região de Bío-Bío, uma das mais devastadas pelo tremor de magnitude 8,8 que matou mais de 800 pessoas no último sábado. O mais forte abalo desta sexta, com 6,6 graus, foi registrado às 8h47.

Pouco depois, às 9h01, a cidade de Concepción voltou a sofrer com um tremor de 5,3 graus. Mais cedo, às 6h19, a região de Bío-Bío foi sacudida por um abalo de 6,3 graus. Houve novos desabamentos e a população entrou em pânico. Foram os mais fortes tremores desde o últino sábado.

Não houve alerta imediato para ondas gigantes após nenhum dos tremores, segundo o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico. O epicentro do tremor mais forte localizou-se na costa da região de Bío-Bío, a 33 quilômetros de profundidade, a 30 quilômetros da cidade de Concepción e a 420 quilômetros da capital, Santiago. O governo ainda não deu informações a respeito de vítimas.

Mesmo sob toque de recolher até o meio-dia, muitas pessoas saíram às ruas com medo de que suas casas desabassem, principalmente por conta da duração do novo terremoto, que se manteve por mais de um minuto, segundo as rádios locais. Minutos antes da réplica das 6h19, novos tremores atingiram a costa do Chile. Às 6h08, um terremoto de magnitude 4,7 foi registrado 570 quilômetros ao sul de Santiago, perto das cidades de Los Ángeles e San Rosendo.

Na quinta-feira, a presidente chilena Michelle Bachelet decretou três dias de luto nacional pelas vítimas da tragédia.  Nesta sexta-feira, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ele visitará no sábado as regiões mais afetadas, para calcular os estragos provocados pelo terremoto.

Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas. A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições. 

(Com agências Reuters e France-Presse)

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